domingo, outubro 25
Meu espírito empreendedor, onde está você? OU Patinho Feio, o Retorno.
segunda-feira, outubro 19
domingo, outubro 18
Analogias: "Bugs" ou "erro do sistema"? Formação do professor brasileiro em TICs (Parte 2 ) Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos
Analogias: "Bugs" ou "erro do sistema"?
Formação do professor brasileiro em TICs
(Parte 2 )
Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos
Podemos fazer uma analogia entre o termo "bug" da área de tecnologia com outra expressão: "a falha é do sistema", quando nos referimos à gestão pública das últimas décadas.
Nesta postagem, temos as consequências de escolhas políticas equivocadas para a educação e referências de bons blogs e livros. Instrua-se!
Tive de contar, como na parte 1, com a ajuda de um Cientista da Computação e Mestre em Administração Pública: Nivaldo Ferreira dos Santos. Ele matou a charada fazendo um recorte narrando seu testemunho dessa transição digital dos últimos 30 anos.
A pergunta que fiz para ele foi, em outras palavras, em que deu errado a formação do professor no final do século XX, início do século XXI que está causando este sofrimento na adaptação às aulas remotas, no contexto da pandemia?
Veja como Nivaldo descreve a... digamos.... mosca na sopa" encontrada nas políticas públicas de educação:
Em relação às tecnologias da informação (atualmente inseridas no conceito de "tecnologias da informação e comunicação"), é importante lembrar/registrar também que até o início da década de 1990 o Brasil tinha uma política de "reserva de mercado" criada com a justificativa de desenvolver a tecnologia nacional, que acabou reforçando o "atraso tecnológico" já existente historicamente em relação aos "países do Primeiro Mundo". Ou seja: no final do século XX o Brasil estava "atrasado" vários anos (talvez décadas) em relação aos países considerados mais avançados no que diz respeito às tecnologias da informação.
Então, traduzido a palavra "bug" quer dizer "mosca". E a origem do termo, segundo Mirella Stivani, do canal TechTudo, publicado em 21/01/2019 é a seguinte:
"A palavra inglesa bug significa literalmente "inseto". Não se sabe ao certo qual é a origem do termo para designar falhas em softwares e hardwares, mas a explicação mais aceita relata um erro que ocorreu, 9 de setembro de 1947, no computador Mark II, operado pela Marinha dos Estados Unidos.
O operador William Burke encontrou dentro da máquina uma mariposa que estava presa entre os fios, causando uma falha no funcionamento do computador. Depois, ele relatou em seu diário de bordo um caso real de "inseto (bug) sendo encontrado". A partir do acontecimento, a definição acabou sendo adotada no vocabulário de tecnologia e informática." Fonte: https://www.techtudo.com.br/noticias/2019/01/o-que-e-bug-entenda-a-origem-da-palavra-e-conheca-exemplos.ghtml em 18/10/2020.
E o que isso tem a ver com o assunto? Os grandes estadistas só fazem "reserva de mercado" quando investem o suficiente na formação de cientistas de todas as áreas para confrontar com os desafios de uma gestão correta e sustentável. Do contrário, é só e péssima política de governo.
"Estado é o poder público soberano, impessoal, estável, permanente e deve sempre servir à população. Governo é controle momentâneo do poder e, infelizmente, nem sempre está a serviço dos interesses da sociedade (muitas vezes está ali para atender aos interesses de determinados grupos de poder econômico, político ou financeiro)."https://appsindicato.org.br/qual-a-diferenca-entre-governo-e-estado-e-entre-servidores-e-indicados-politicos/
Todo sistema está sujeito a falhas e estas devem ser corrigidas ou minimizadas em tempo, implementadas por uma equipe de profissionais capacitados, de alta competência.
Uma ação tem de levar em consideração a formação de uma equipe de profissionais capazes de detectá-los e, para não causar danos maiores ou prejuízo na formação de uma nação, investir e garantir um ambiente que valorize , correto? Bom, quando trata-se de tecnologia sim, é correto. Mas no caso de políticas públicas de governo, a estratégia não é válida.
Continuamos com Nivaldo:
"(...) Voltando novamente à questão colocada inicialmente, é possível deduzir, sim, e afirmar sem sombra de dúvida que os modelos de gestão e as técnicas pedagógicas/educacionais deveriam ter evoluído muito mais e grande parte das decisões tomadas de forma precária há 20 ou 30 anos atrás se reflete nos dias atuais, com professores, famílias e sociedades (como a nossa) sofrendo por causa da falta (ou do atraso na implantação) de estruturas, formação e acesso adequado para uso das tecnologias de informação e comunicação, tão essenciais nas sociedades modernas.
E não nos faltaram alertas e fontes de informação e pesquisa - como exemplo, lembro de uma série de discussões que desenvolvemos nos primeiros anos do século XXI, por meio de parceria entre professores da Funcesi e da FUNCEC (Fundação Comunitária Educacional e Cultural), de João Monlevade/MG (com destaque especial para ao Professor José Teófilo de Carvalho, que desenvolveu naquela época sua dissertação de mestrado em "Educação Tecnológica"), nas quais usamos como uma das nossas referências o "Livro Verde - Sociedade da Informação no Brasil", de 2000, elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (disponível em https://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-69536/ sociedade-da-informacao-no- brasil---livro-verde). Deixo como sugestão também o livro "Informática na Educação - Professor na Atualidade", edição de 1998, Sanmya Feitosa Tajra - Editora Érica. Nesse livro são apresentadas de forma muito clara as discussões que estavam em andamento nas universidades brasileiras naquele momento, mas que infelizmente não foram desenvolvidas da melhor forma pelas nossas instituições político-administrativas, em especial pelo Ministério da Educação e pelas secretarias estaduais e municipais de Educação, sabe-se lá direcionadas por quais interesses e/ou influências..."
sábado, outubro 17
Dicas de livros para inibidos!
sexta-feira, outubro 16
Onde está a sua criança? Conquiste o direito de ser ridículo, hoje!
O maior mérito dos meus cursos é que dou direito ao meus alunos e alunas de errar!
Sinto que para isso tenho de deixá-los à vontade.
A única forma de conseguir esse feito, pois ele passará por muitos momentos ridículos é, sendo mais ridícula que ele ou ela.
Não se engane: isso é método!
Há trinta anos digo isso: se errar, dê uma gargalhada. Se alguém chamar você de rídiculo, fique ainda mais! Conte comigo. Aqui é o lugar do erro, da alegria, do riso, do drama, do choro... Vivendo essas várias personagens aqui, nos outros lugares, você poderá ser "normal", "maduro", "responsável" e "comprometido com causas que importam"!
Esse seu estado de risco, de vergonha é que irá te levar a lugares inimagináveis e descobrirá a potência que existe em você.
O corpo, em estado de relaxamento, está pronto para o aprendizado e absorve tudo que vem. No caso das minhas aulas: agilidade, flexibilidade, humor, ótima performance, consciência corporal e alegria, a mais importante prova de gratidão. Só se espiritualizado se há alegria no seu olhar!
Fica a dica!
quinta-feira, outubro 15
A palavra é: CRIPTOGRAFIA - Alfabetização Tecnológica para Imigrantes Digitais
Alfabetização Tecnológica para Imigrantes Digitais
Criptografia
Fonte: Artigo "Aprendendo criptologia de forma PedroMalagutti-TemasInterdisciplinares/Aprendendo_Criptologia_de_Forma_Divertida_Final.pdf. divertida".: http://www.mat.ufpb.br/bienalsbm/
Dos tipos de Imigrantes Digitais o Shigueru é um COLONIZADOR: contribui com uma visão com perspectiva histórica por que foi um dos precursores.
Com sua experiência em multinacionais no setor de TI/Informática, leia o que ele esclarece sobre a criptografia.
"Criptografia é um recurso utilizado para as empresas protegerem seus dados. Eu venho de uma época em que a criptografia não era algo tão significativo, em que trabalhávamos com sistema de grande porte: mainframes** e tinha pouco controle, porque os computadores eram fechados e não havia porta para acesso externo. Assim, o risco de invasão era muito pequeno. Só se usava quando você tinha de enviar dados para terceiros e, a outra fonte recomendava que fosse criptografado por uma questão de segurança. Era um processo "físico": você levava discos, HDs... Não existia internet, ou seja, anos 70, 80...Com as redes abertas, ela se tornou muito importante, aumentando a vulnerabilidade. Bom, a criptografia é um algoritmo para mascarar a informação, e só possível acessar por meio dele, para discriptografar. É um conceito interessante de segurança de dados. Uma coisa interessante é que, empiricamecamente, temos de pensar no que se transformou "o custo da informação": é muito caro manter a segurança. As empresas gastam, atualmente, milhões, bilhões, com segurança, controles. Na minha época, quando trabalhava com informática, como programador, um gerador de códigos, era 80% construindo e 20% controlando. Mais menos essa a proporção. Quando saí da área, há 12 anos atrás, eu cheguei a quase 50% do meu tempo fazendo controle, mesmo sendo pago para produzir: o controle passou a ser uma atividade muito importante na área de TI. Assim, saí da área pois meu fascínio era gerar códigos, montar sistemas e não controle. Isso desgastou muito a nossa área de atuação."
Hoje, essa expressão é tão comum... Mas você se pergunta o que isso quer dizer?
Exemplo: Quando o WhatsApp diz que todas as suas mensagens são criptografadas, o que isso quer dizer? "A criptografia de ponta a ponta do WhatsApp garante que somente você e a pessoa com quem você está se comunicando podem ler ou ouvir as mensagens enviadas na conversa. Ninguém mais terá acesso a elas, nem mesmo o WhatsApp"
E assim caminha a humanidade...
[**Se quiser saber mais mainframes , click neste link: https://serpro.gov.br/menu/noticias/noticias-2019/mainframe-o-que-e-e-qual-o-futuro-desta-tecnologia]
quarta-feira, outubro 14
Prosperidade é felicidade! Fábulas e IKIGAI Conversas com Shigueru Watanabe
Prosperidade é felicidade!
Fazer o IKIGAI após ler fábulas.
Sugestão de atividade para crianças e adolescentes.
Fábulas e IKIGAI
Assim começou a nossa última conversa sobre prosperidade.
Um dos maiores presentes que adultos responsáveis podem dar para a criança e para o adolescente é conversar sobre propósitos. Por que isso? Por que todo propósito está ligado aos valores universais e ao legado ou marca que desejamos deixar no mundo. Ao nosso ser eterno.
É função do adulto observar a criança ou adolescente sempre com o objetivo de que ele tenha plena consciência do SER que existe dentro dele mesmo. Assim, não haverá espanto diante da transitoriedade da vida. Prevenirá a perda de tempo com "ilusões".
O que você acha disso, caro leitor?
Fábulas trabalham os valores mais importantes. Devemos facilitar o acesso a este tipo de narrativa conscientes do papel que elas podem ter na vida de cada um.
Incentivar que, em situações lúdicas, possam coexistir a consciência da finitude, a amizade, a comparação entre bem e mal, os efeitos do mal e a repetição de boas práticas. Do que tratamos então? De referências.
Mas também, devemos atentar para armadilhas. Da atenção aos símbolos, estrutura de enredos e contextos em que foram produzidas.
A necessidade de expressão leva a esperança de um mundo melhor e pode estar em uma simples história.
No uso das fábulas de forma compromissada não seremos os "chatos" dando lições. Seremos propositores de uma narrativa intencionalmente estruturada para ensinar sobre o bem, a alma, a alegria, a solidariedade: sobre felicidade e prosperidade!
Construído nesse formato, o IKIGAI, pode acompanhar uma vida e dar sentido a ela.
Aí vem o mundo fantástico como aliado. Um professor, uma professora, pais e responsáveis bem preparados usam esse recurso colocando foco na intenção de manter a força no IKIGAI, no propósito, mesmo frente a situações complicadas.
Ikigai é uma palavra japonesa que significa "razão de viver", "objeto de prazer para viver" ou "força motriz para viver". Existem várias teorias sobre essa etimologia. De acordo com os japoneses, todos têm um ikigai. E descobrir qual é o seu requer uma profunda e, muitas vezes, extensa busca de si mesmo. Wikipédia
Oratória Infanto-Juvenil: Um amor resgatado!
Talvez, de todos, esse seja o artigo mais confessional que escrevi...
Por isso, assumo o risco público de parecer piegas ou ridícula. Incentivo a qualquer que leia, a sê-lo também.
Fica como meio-tom, uma mensagem de agradecimento a Clarissa Pinkola Estés. Vocês entenderão.
Mesmo me sentindo feliz em ministrar os cursos da Escola Portátil de Oratória foi somente agora, neste momento, que consolidei uma ideia que parece obvia, mas difícil de colocar em prática: manter uma conexão com a criança interna.
Essa saga, começo, quando vi, em minhas alunas, nas aulas práticas de leitura e interpretação das histórias selecionadas, a criança voltando...
Gargalhadas!
Vergonha!
Medo do ridículo!
Rubor na face!
Lá estava a criança, intacta, plena e pronta para agir.
Talvez a criança seja a nossa melhor versão. Independente das condições materiais da nossa vida.
Na adolescência, experimentamos a saga do Patinho feio e da Vasalisa, uma mistura de descobrir qual é a nossa turma e a lidar com os "perigos" da vida por meio da intuição, da benção de quem cuidou de nós: a grande mãe, tanto a boa-demais, quanto a mão iniciática.
E vamos seguindo.
Evidentemente, que a didática da professora de minha formação de uma vida inteira ajudou, mas só por questão de método, de acolher e acalentar cada aluna/aluno na sua plenitude.
Agora, neste momento 50+ resolvi assumir os sonhos da minha criança e transformar outras em leitoras, oradores e escritoras através do meu curso, assumindo esse público-alvo.
Assim, cumpro o meu propósito de vida: não deixar a criança e a minha adolescente definharem por falta de cuidado, de atenção e de amor.
Mais do que ser moderna, parafraseando Drummond, quero ser eterna deixando a minha marca no mundo por meio da felicidade genuína de acalentar meus novos e novas alunas.
Pelo resgate e cura da minha criança, minha menina-mulher, obrigada Clarissa. Continuarei, prometo, correndo com os lobos.
segunda-feira, outubro 12
Os três burrinhos, a cerca e o conceito de Paradigma! Conversas com Shigueru Watanabe
O que é um paradigma?
Conversas com Shigueru Watanabe
Vou convidar a você a assistir o vídeo abaixo, pois ele gerou a conversa que segue. Se não conseguir abrir, copie cole o link abaixo do tela.
Todos deveríamos ter como hábito a constante reavaliação de crenças sobre nós mesmos e outros seres. Observando o vídeo, entende-se, não por acaso, o porque de Irmãos Grimm a Chico Buarque de Holanda utilizarem-se das fábulas (histórias que são protagonizadas por animais e que trazem lições).
Vamos ao bate-papo de WhatsApp com Shigueru:
TÂNIA: __Oi Shigueru! A palavra do dia é: Paradigma!
SHIGUERU: __ Oi Tânia! Muito bom dia! Nossa, paradigma.... A princípio parece ser uma palavra moderna, um conceito moderno que inventaram para falar de coisas que temos dentro de nós e que tem de ser quebradas..."quebra de paradigmas", mas esse conceito nada mais é do que aquilo que está estabelecido dentro de nós e nos controla. São crenças arraigadas sobre as coisas são ou deveriam ser. São formados no início da nossa existência. Nos primeiros anos de vida é quando são construídos mais ativamente. São sistemas de controle. O Bob Proctor fala de forma muito interessante, sendo ele especialista em paradigmas. Diz que o paradigma controla quase tudo o que nós fazemos. Todos os nossos resultados são frutos deles. É um paradoxo, se você tem resultados ruins é por conta dos seus paradigmas.
TÂNIA: __ Lembrando do vídeo: o primeiro burrinho... Ele fica insistindo em uma forma, em quebrar a cerca, como se quisesse atravessar. O padrão mais conhecido. Vemos as moscas quando entram pela janela e não conseguem sair. Já o outro burrinho, observa e resolve, com o detalhe, de que deixa todos os outros dois passarem primeiro. Fica por último. Podemos identificar três atitudes em cada um deles: um tenta resolver por tentativa e erro, o outro observa e, depois, resolve e há ainda o que só fica esperando a solução e segue em frente... risos. Uma metáfora, não é? Todos os três burrinhos, estão dentro da gente. Um o inconsciente, o teimoso e o outro o consciente, o observador, proativo.
SHIGUERU: __ Pois é... Então, o que fazer? Como quebrar? Como se reprogramar já que os resultados estão ruins como no caso do primeiro burrinho? Se você tem péssimos paradigmas? É muito difícil fazer isso sozinho. A não ser que exista uma consciência disso. Conheça os princípios do consciente, do inconsciente e utilize a imaginação, a abstração para resolver e não ficar dando murro em ponta de faca. Mas, em geral as pessoas não sabem. Elas conhecem o problema mas não tem o conhecimento que leva a mudança.
TÂNIA: __ Mas o que tem de ser feito?
SHIGUERU: __ Primeiro, ter consciência. Segundo, entender qual é o oposto daquele mal paradigma. Se você sabe que ele é ruim, assim deve saber, buscar saber, qual é o bom. Assim, escolhendo o bom, o correto, você vai trabalhar para que ele ocupe o espaço do mal paradigma.
TÂNIA: __ E como implantar um novo paradigma?
SHIGUERU: __ Repetição. É o mesmo princípio de aprendizados: pela dor, pela emoção, pela repetição. Então, tem que repetir e criar novos hábitos. E aí vem a terceira palavra mais importante. Lembrando: a primeira consciência, a segunda repetição (compreender o oposto/o correto) e a terceira é hábitos. Isso faz com os velhos passem para um segundo plano e o novo se instale no primeiro plano e comece a ditar os seus resultados. É mais ou menos isso. Recomendo o Bob Proctor.
TÂNIA: __ Na próxima conversa, falaremos sobre as fábulas, ok? Qual a lição que você aprendeu? Como ela pode ser utilizada na vida cotidiana? Quais paradigmas quebrados diante de duas atitudes do burrinho "resolvedor" do problema?
SHIGUERU: __ OK! Vamos lá! Até a próxima conversa!
domingo, outubro 11
sábado, outubro 10
Onde está a falha no Sistema na formação do professor? Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos (Parte 1)
Onde está a falha no Sistema na formação do professor?
Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos
TÂNIA: __Nivaldo, observando hoje a necessidade que o professor tem de trabalhar com aulas remotas em função da pandemia e, com aceleração da necessidade da tecnologia, como você avalia o modelo de gestão implantado há 30 anos atrás no que diz respeito às novas tecnologias na formação do professor? Se tivesse tido um bom modelo, os professores estariam passando o aperto que estão passando hoje?
Nivaldo:__ Considerando o contexto da educação e das tecnologias da informação em terras brasileiras, é importante registrar/lembrar que no final do século XX o Brasil estava recém-saído de uma ditadura militar que durou mais de 20 anos e que deixou suas sequelas nas mais diversas áreas, inclusive (e eu diria até principalmente) nos sistemas educacionais e no setor cultural, que está diretamente relacionado à educação e fazia parte do mesmo arcabouço jurídico-institucional (o Ministério da Educação e Cultura - MEC - não existe mais, atualmente são dois ministérios distintos: "Ministério da Educação" e "Secretaria Especial da Cultura", mas a sigla MEC continua sendo usada...).
Em relação às tecnologias da informação (atualmente inseridas no conceito de "tecnologias da informação e comunicação"), é importante lembrar/registrar também que até o início da década de 1990 o Brasil tinha uma política de "reserva de mercado" criada com a justificativa de desenvolver a tecnologia nacional, que acabou reforçando o "atraso tecnológico" já existente historicamente em relação aos "países do Primeiro Mundo".
Ou seja: no final do século XX o Brasil estava "atrasado" vários anos (talvez décadas) em relação aos países considerados mais avançados no que diz respeito às tecnologias da informação.
Vale lembrar que a maioria dessas tecnologias foi desenvolvida nas universidades norte-americanas, europeias e da antiga União Soviética a partir de meados do século XX e o Brasil só passou a ter acesso a esse mercado na década de 1990.
Final da parte 1.
Paradoxo: Quem toma as decisões sobre o futuro das crianças em sua casa? Série etnografia digital
Quem toma as decisões sobre o futuro das crianças em sua casa?
Série etnografia digital
Obediência e insegurança passou a ser uma característica das crianças "bobonas" nas famílias?
Fazendo uma divulgação porta a porta do meu novo curso "Oratória e Escrita Criativa" ouvi a seguinte frase de um pai amigo e professor que me deixou com uma "pulga atrás da orelha".
Ele falou impulsivamente: __ Meu filho é que sabe!
Ele se deu conta da resposta, pediu desculpas e nos despedimos. Fiquei muito triste por dois motivos:
- por ele ter ficado sem jeito depois que se deu conta da resposta
- por eu não querer o filho dele como aluno.
Meu público-alvo deve ser de crianças e adolescentes disciplinadas e obedientes, exatamente por saber como é difícil falar bem em público. Interessadas. Criativas. Legais. Não reizinhos que acham que sabem decidir tudo.
Estabeleço uma relação de confiança e discrição.
Mas entenda os meus motivos:
- O produto do curso começa a ser delineado com um assunto que interessa ao meu cliente, ele deve manter uma fidelidade de seis meses e virar praticamente um pesquisador do tema que escolheu
- Montaremos um modelo de negócio da área "Conhecimento e Humanidades"
- Até o final, produziremos um e-book com ficha catalográfica, ISBN e código de barras.
Ou seja, será que meu público é de crianças "bobonas", como eu fui na minha infância, meus irmãos e vários colegas que são amigos e amigas até hoje? Todos nós, que fomos bobões hoje, somos adultos legais e que tem um equilíbrio na vida nas dimensões mais importantes: espiritual, mental e emocional.
Em tempo, ser bobão na nossa época era não ter resposta para tudo, nem na ponta da língua. A gente podia ser inseguro. A mãe da gente não dava tudo que queríamos por que previa as etapas de crescimento, via bem à frente, tinha de planejar o nosso futuro.
E, além disso, a coitada tinha de dar conta de tudo na casa e ainda amar a gente:
Éramos introvertidos. E sabíamos que poderíamos confiar nos adultos que nos criavam e educavam. Roupa não tinha como escolher, pois as famílias eram enormes e passavam de uma irmão para outro.
Mas a questão aqui, não é voltar no tempo. Trabalho com tecnologia e não me acho melhor do que ninguém, pelo contrário, gostaria de ficar menos diante da tela, principalmente por que trabalho remotamente.
Tenho lido mais romances. Voltei a colorir. Fico brincando de cantora em um aplicativo de karaokê chamado "Smule", tenho um projeto de áudios em outro aplicativo chamado "Anchor", brinco com "avatares"..., portanto, meu problema nunca será tecnologia. Dou aulas para adultos migrantes digitais. Gosto de tudo que faço, mas
Até a minha área de formação mudou, nas ciências sociais falávamos de etnografia, agora até ela é digital. É! Etnografia Digital.
E o que temos visto são pais obedientes... Ou será que eles são os novos "bobões"?
Realmente, temos um paradoxo!
quinta-feira, outubro 8
Será que todos os professores tem mesmo propósito? Conversas sobre Educação Tecnológica com Nivaldo Ferreira dos Santos
Qual será o propósito maior de um Educador?
Conversas sobre Educação Tecnológica com Nivaldo Ferreira dos Santos
NIVALDO: Considerando o contexto da educação e das tecnologias da informação em terras brasileiras, é importante registrar/lembrar que no final do século XX o Brasil estava recém-saído de uma ditadura militar que durou mais de 20 anos e que deixou suas sequelas nas mais diversas áreas, inclusive (e eu diria até principalmente) nos sistemas educacionais e no setor cultural, que está diretamente relacionado à educação e fazia parte do mesmo arcabouço jurídico-institucional (o Ministério da Educação e Cultura - MEC - não existe mais, atualmente são dois ministérios distintos: "Ministério da Educação" e "Secretaria Especial da Cultura", mas a sigla MEC continua sendo usada...).
Em relação às tecnologias da informação (atualmente inseridas no conceito de "tecnologias da informação e comunicação"), é importante lembrar/registrar também que até o início da década de 1990 o Brasil tinha uma política de "reserva de mercado" criada com a justificativa de desenvolver a tecnologia nacional, que acabou reforçando o "atraso tecnológico" já existente historicamente em relação aos "países do Primeiro Mundo".Ou seja: no final do século XX o Brasil estava "atrasado" vários anos (talvez décadas) em relação aos países considerados mais avançados no que diz respeito às tecnologias da informação.
Vale lembrar que a maioria dessas tecnologias foi desenvolvida nas universidades norte-americanas, europeias e da antiga União Soviética a partir de meados do século XX e o Brasil só passou a ter acesso a esse mercado na década de 1990.
Isso fez com que a discussão sobre o uso e a aplicação das tecnologias nas atividades educacionais também ocorresse aqui no Brasil com um atraso considerável em relação a outros países e certamente influenciou as decisões e ações relacionadas à aplicação da tecnologia na educação e também ao desenvolvimento das estruturas necessárias à disseminação desses recursos nos mais diversos setores da nossa sociedade. (...)E não nos faltaram alertas e fontes de informação e pesquisa - como exemplo, lembro de uma série de discussões que desenvolvemos nos primeiros anos do século XXI, por meio de parceria entre professores da Funcesi e da FUNCEC (Fundação Comunitária Educacional e Cultural), de João Monlevade/MG (com destaque especial para ao Professor José Teófilo de Carvalho, que desenvolveu naquela época sua dissertação de mestrado em "Educação Tecnológica"), nas quais usamos como uma das nossas referências o "Livro Verde - Sociedade da Informação no Brasil", de 2000, elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (disponível em https://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-69536/ sociedade-da-informacao-no- brasil---livro-verde).
Como não desviar dos seus objetivos? A não-resistência como mestra. Shigueru Watanabe
Como não desviar dos seus objetivos?
Cultura japonesa e a não-resistência como mestra.
Conversas com Shigueru Watanabe
Nessa conversa com Shigueru falamos da lei da Não-resistência. Ao final dela, compreendi por que o povo japonês suporta terremotos, é capaz de se refazer após o ataque de uma bomba atômica. Essa cultura milenar tem muito a nos ensinar....
SHIGUERU: A Lei da não-resistência é aquela que faz com que as pessoas não se desviem dos seus objetivos! Tudo o que é novo. Tudo o que você vai fazer se não houver resistência é por que é algo que você já sabe fazer. E aí não tem graça. Nada muda. Não encontrar resistência é um sinal de que o caminho pode estar errado. Agora, quando você encontra é para brigar com ela? Não! Contorne. Assim como a água contorna um bloqueio não é? A água faz o quê, contorna... Uma pedra por exemplo! A lei da não-resistência, portanto, é não resistir à resistência. É uma condição do ser humano: resistir ou fugir, não é assim? A gente tem de aprender contornar a resistência, a pedra. Então, quando encontrar algum obstáculo para conquistar seus objetivos, observe, contorne rapidamente.
Mas porque não resistir? Por que se fizer isso, você para! E no mundo que a gente vive hoje, principalmente quando se trata de negócios, toda vez que se encontra um problema, alguma coisa, o empreendedor tem de ser rápido em contornar. Esse ensino é importante e é uma filosofia japonesa. Por que os japoneses são tão zens? Por que conseguem ser tão controlados? Por que não resistem à resistência. Seguem em frente.
"A arte de equilibrar pedras esteve presente em muitos momentos da história da humanidade e sua prática espiritual não se trata apenas do empilhamento das mesmas, mas do entendimento dos processos naturais (internos e externos), através da desconexão com o ego para a conexão com o todo, proporcionada pela meditação. Ao silenciar a mente e se colocar presente no momento você, automaticamente, acessa sua sensibilidade e compreende que tudo está interligado, não havendo dentro ou fora." Fonte>https://blog.artesintonia.com.br/2019/02/25/rock-balancing/
terça-feira, outubro 6
O mestre Japonês e a xícara de chá! Conversas sobre Prosperidade, Sacrifício e Vácuo ( Shigueru Watanabe)
O mestre Japonês e a xícara de chá!
Conversas sobre Prosperidade, Sacrifício e Vácuo
( Shigueru Watanabe)
E então? Você já esvaziou a sua xícara para deixar a vida nova chegar?
Vamos a mais uma conversa via whatsapp com Shigueru Watanabe.
TÂNIA: Olá Shigueru! Estava ontem assistindo ao Bob Proctor e vi que ele falou sobre a lei do sacrifício. O que acha dessa lei?
SHIGUERU: Ei Tânia! Uma linda semana para você! Vamos lá! "A lei do sacrifício é importante praticamente em tudo, não é? E dentro do sacrifício tem um princípio da prosperidade: é o que mais para mim faz muito sentido "o vácuo". O que é o vácuo da prosperidade? Para você obter algo você tem que abrir um espaço. Não adianta querer se você não abrir espaço, liberar. Para você adquirir um bem, ter algo grande, você tem de abrir mão de alguma coisa pra receber. É incrível, fantástico. Quando eu entendi esse princípio muita coisa fez sentido para mim. E aí vem uma filosofia japonesa que é a da "Xícara cheia". O mestre dizia para o seu discípulo: Esvazie a xícara!"
Aproveito e trago a lenda para você:
O Mestre Chinês e a Xícara de Chá
Muitas pessoas conhecem a história de Nan-in, um mestre zen chinês que viveu na era Meiji (1868-1912). Um dia, um professor universitário foi visitá-lo. Ele estava intrigado com a influência que esse mestre exercia nos jovens e da forma como era admirado por sua sabedoria, sensatez, prudência e simplicidade.
Este professor era interessado no Zen Budismo e já havia lido muitos livros a respeito. Durante a conversa, o professor interrompia o mestre com frequência para impor suas convicções, mostrando sua incapacidade de ouvir e aprender as sábias lições que o mestre Nan-in tentava passar através de sua experiência.
Neste momento, o mestre ofereceu-lhe um chá e o serviu com toda calma desse mundo. E mesmo após a xícara estar cheia, o mestre continuou derramando o chá sobre a xícara. O professor não se conteve: “Por acaso, não percebeu que a xícara está completamente cheia e que já não cabe mais nenhuma gota?”
O mestre então, parou de derramar o chá sobre a xícara e disse calmamente: “Assim como esta xícara, o senhor está cheio de opiniões e conceitos pré-estabelecidos. Desta forma, como poderia entrar um novo ensinamento? Como poderei dar-lhe novas ideias e perspectivas, se você não tem espaço pra elas?”
Em seguida, o mestre fez uma pausa por um breve momento e disse-lhe com olhar compreensivo, porém firme: “Se você realmente busca ter conhecimento constante, então tem que esvaziar sempre a sua xícara”. O aluno olhou o mestre perplexo e só então percebeu a veracidade que havia naquelas sábias palavras.
E aí? Preparado para esvaziar sua xícara?
Fonte: https://www.japaoemfoco.com/esvazie-sua-xicara-filosofia-zen/ consulta em 06/10/2020
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