Considero o curso um modernismo contemporâneo. Que questiona padrões e vai em busca de aspectos nunca antes refletidos. Itabira, uma cidade cuja economia é profundamente ligada à mineração, pode parecer um lugar improvável para se falar em afroturismo. Afinal, a mineração é a principal fonte de renda e emprego para muitos moradores. Mas é justamente essa estranheza que nos convida a pensar fora da caixa. O afroturismo não é apenas sobre promover a cultura negra, mas também sobre encontrar novas formas de valorizar a história e a identidade de uma cidade. Deixar de lado, por um momento, gostos impostos pela colonização européia sobre o que é bonito ou feio, digno de ser contemplado ou ignorado, o que é caro ou barato, o que tem Valor e o que não tem Valor… É um convite a explorar as rias e veias da nossa cultura, muitas vezes esquecidas ou subestimadas. É um exercício de criatividade e inovação, que nos desafia a ver além da mineração e descobrir novas possibilidades. Nesse sentido, o diagnóstico que fizemos com vocês é fundamental. Ele nos ajuda a entender como vocês percebem o afroturismo em Itabira e quais são as suas expectativas em relação ao curso. É um ponto de partida para nossa jornada juntos, um convite a explorar novas ideias e perspectivas Venha descobrir o poder do Afroturismo Mineiro! O Afroturismo é uma forma de turismo que valoriza a cultura e a história afro-brasileira, promovendo pertencimento, identidade e reparação histórica de territórios criativos. Perído de inscrições: de 23/02 a 10/04/2026 Data e horário: 11/04/2026, das 8h às 18h Local: Casa 3. R. Josefina Bragança, 91. Vila Piedade. Itabira, MG. Investimento: R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) Aprenda: - A importância do rigor da pesquisa da história local - Como o Afroturismo pode ser uma ferramenta de transformação social e econômica para as comunidades periféricas - Mapeamento dos pontos turísticos da localidade como trabalho final para receber certificado! Vagas limitadas: 20
Epocriativa - Escritório de Projetos de Arte e Cultura
Desde 13 de junho de 2018
sábado, janeiro 24
Curso: Receptivo Afroturismo Mineiro
"Ao participar do curso sob a perspectiva do Afroturismo em cidades mineradoras como Itabira é espreitar um exercício que chamo de “Um novo olhar sobre o mesmo lugar'.
É interessante notar que os alunos e alunas estarão diante de um desafio peculiar: observar sob que lente enxergam o próprio território. Colocar-se diante um espelho em que o que se vê é a projeção da cidade em que ele aprendeu a circular, apostando em paradigmas e crenças eurocêntricas de território.
EPOCRIATIVA: Fomentando a Arte e a Cultura Afro-Brasileira em Itabira
A EPOCRIATIVA - Escritório de Projetos de Arte e Cultura Ltda é um espaço dedicado a promover e valorizar a arte e a cultura afro-brasileira em Itabira. Liderada por Lúcia Tânia Augusto que, em parceria com profissionais independentes e especializados em diversas áreas das artes e da cultura, atuam com o rigor nas pesquisas e com respeito ao artista conduzindo com profissionalismo projetos consistentes e criativos, alinhados com as agendas contemporâneas da arte.
Nossos Serviços- Pesquisa Qualitativa e Histórica
- Economia Criativa
- Consultoria Criativa e Gestão de Projetos
- Produção Cultural
- Assessoria Contábil e Jurídica
- Consultoria de Acessibilidade
- Pedagogia
- Cursos:
- Produção Cultural
- Analista Técnico e Parecerista Municipal de Projetos Culturais
- Afroturismo Receptivo
- Elaboração de Projetos Culturais
Nossa MissãoFomentar o mercado da arte e da cultura afro-brasileira em Itabira, oferecendo suporte à cadeia de valores das artes e promovendo a inclusão e a acessibilidade.Nossa equipe é composta por profissionais independentes e parceiros comerciais especializados em diversas áreas das artes e cultura. Estamos à disposição para fornecer profissionais da área e nossos artistas para atender suas necessidades. Endereço: Rua Guarda Mor Custódio, 155 - Letra E Centro, Itabira, MG
domingo, janeiro 4
Nossos projetos: Território Aleijadinho
O projeto Território Aleijadinho integra o conjunto de ações da Epocriativa – Escritório de Projetos de Arte e Cultura voltadas à valorização da história da arte brasileira, do patrimônio cultural e das identidades territoriais de Minas Gerais. Trata-se de um projeto de pesquisa que reunirá pesquisadores de Sabará, Ouro Preto e Belo Horizonte, promovendo um diálogo qualificado entre diferentes territórios, acervos, experiências acadêmicas e saberes locais.Partimos da compreensão de que o folclore mineiro, em suas múltiplas linguagens artísticas, é profundamente influenciado pela arte barroca e pela cultura urbana, tendo em Ouro Preto, Sabará e Congonhas importantes epicentros irradiadores de práticas, símbolos e narrativas que moldam a mineiridade. Esses lugares concentram não apenas obras consagradas, mas modos de vida, festas, gestos, imaginários e memórias que seguem ativos no presente.Esses territórios sustentam diálogos permanentes entre identidade e alteridade, entre discurso e prática, entre tradição e contemporaneidade. É nesse campo simbólico que reconhecemos a força da sustentabilidade cultural e dos diálogos intergeracionais, fundamentais para a preservação e reinvenção do folclore e para a compreensão daquilo que chamamos, com afeto e complexidade, de mineiridade.O Território Aleijadinho propõe revisitar esse patrimônio a partir de uma perspectiva crítica e sensível, colocando em foco não apenas a genialidade de Antônio Francisco Lisboa, o Mestre Aleijadinho, mas também os silêncios históricos que atravessam sua trajetória. Entre eles, destaca-se a presença feminina — frequentemente invisibilizada — na construção simbólica, social e cultural do Barroco mineiro.
Que mulheres faziam parte do cotidiano de Aleijadinho? Como era o universo feminino palpável em sua vida? Quais referências, vínculos e experiências atravessaram sua formação? O que os acervos, documentos, tradições orais e práticas populares podem revelar para essa pesquisa?Ao levantar essas questões, o projeto amplia o campo da história da arte ao integrar pesquisa, educação patrimonial e Artes Integradas como estratégia de ação. Atuamos diretamente em escolas de educação em tempo integral, garantindo aos jovens o Direito Cultural e o acesso a uma história da arte que é também brasileira, plural, feminina e territorializada.O Território Aleijadinho não é apenas um projeto de investigação histórica, mas um processo formativo que conecta pesquisadores, educadores, estudantes e territórios, articulando passado e presente, patrimônio e educação, arte e cidadania.
É direito dos jovens conhecerem a própria história sem deturpações e, por meio do pensamento crítico, da curiosidade e do espírito de pesquisa, desenvolverem habilidades que os tornem cidadãos mais plenos, conscientes e comprometidos com seu papel no mundo.
Nossos Projetos: Projeto Cultural "Cantos para as mulheres do Congo" pelo Grupo Cantos de Congo
O Projeto Cultural “Cantos para as Mulheres do Congo”, realizado pelo Grupo Cantos de Congo, integra o conjunto de iniciativas da Epocriativa – Escritório de Projetos de Arte e Cultura comprometidas com a arte como instrumento de formação crítica, justiça social e fortalecimento dos direitos humanos. Trata-se de um projeto que articula cultura, educação e consciência global, conectando tradições afro-diaspóricas a debates urgentes do mundo contemporâneo.Inspirado no princípio “pensar globalmente e agir localmente”, o projeto desenvolve ações pedagógicas voltadas para escolas de educação em tempo integral, dialogando especialmente com jovens e educadores. Por meio da música, do canto, da oralidade e da memória ancestral, o projeto amplia o olhar dos participantes para realidades africanas contemporâneas, em especial a da República Democrática do Congo, estabelecendo pontes críticas com a realidade social brasileira.
O eixo central do projeto é o protagonismo das mulheres — mulheres africanas, mulheres negras, mulheres brasileiras — compreendidas como guardiãs de saberes, mas também como corpos historicamente atravessados por violências estruturais. Ao evocar os “cantos”, o projeto afirma a cultura como forma de denúncia, resistência e cuidado coletivo, fortalecendo processos de empatia, irmandade e mobilização social.Esse debate se torna ainda mais urgente diante de dados alarmantes divulgados pelo Unicef. Apenas nos primeiros nove meses de 2025, mais de 35 mil casos de violência sexual contra crianças foram registrados na República Democrática do Congo, em um cenário descrito como endêmico, sistêmico e em ascensão. Em 2024, quase 45 mil episódios foram reportados, representando cerca de 40% de todos os casos de violência sexual denunciados no país, um aumento significativo em relação a 2022. O Unicef alerta, ainda, que os números reais podem ser muito maiores, devido à subnotificação causada pelo medo, pela insegurança e pelo acesso limitado a serviços de proteção.Ao trazer esses dados para o contexto educativo e cultural, o Cantos para as Mulheres do Congo não busca apenas informar, mas formar consciência crítica. O projeto provoca reflexões sobre como a violência de gênero e contra crianças não é um problema distante ou exclusivo de outros países, mas uma questão global que se manifesta também no Brasil, sobretudo entre mulheres e meninas negras, pobres e periféricas.Nesse sentido, o projeto convida à irmandade entre mulheres, ao reconhecimento de lutas comuns e à construção de redes simbólicas e reais de enfrentamento à violência. A cultura, aqui, não é ornamento: é linguagem política, é pedagogia do sensível, é ferramenta de transformação social.Para a Epocriativa, apoiar e difundir projetos como este reafirma nosso compromisso com uma cultura viva, crítica e territorializada, capaz de dialogar com o mundo sem perder suas raízes locais, e de formar sujeitos mais conscientes, solidários e engajados na defesa da dignidade humana. Fonte: https://news.un.org/pt/story/2025/12/1851936Por Lúcia Tânia Augusto
Nossos projetos: Projeto Musical "Choro Itabirano" com o Trio Doce de Côco
O Choro Itabirano é um projeto cultural executado pelo Trio Doce de Côco que reafirma o choro como linguagem viva, popular e profundamente brasileira, conectando tradição, território e memória musical. Em sintonia com o reconhecimento do choro como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan, em fevereiro de 2024, o projeto assume como eixo central a valorização de um gênero historicamente marginalizado, mas fundamental para a formação da música popular brasileira.
Nascido no final do século XIX, no Rio de Janeiro, o choro consolidou-se a partir de formações instrumentais como violão, cavaquinho e flauta, combinando influências europeias com matrizes afro-brasileiras. Apesar de sua sofisticação musical, o gênero sofreu, ao longo de sua história, preconceitos de ordem colonialista e racista, sendo deslegitimado por elites que associavam valor artístico apenas à tradição erudita europeia (CLÍMACO, 2008). O Choro Itabirano parte exatamente desse ponto crítico: reconhecer o choro não apenas como herança musical, mas como expressão de resistência cultural oriunda de práticas populares e periféricas.
Ao ser desenvolvido em Itabira, o projeto desloca o eixo tradicional Rio–São Paulo e evidencia a capilaridade do choro nos territórios do interior, afirmando que o patrimônio cultural brasileiro é plural, descentralizado e em permanente reinvenção. O Trio Doce de Côco, ao interpretar e difundir o repertório do choro, dialoga com a trajetória histórica dos “chorões” que, desde Chiquinha Gonzaga até os coletivos contemporâneos, sustentaram o gênero apesar da exclusão simbólica e institucional (MOURA, 2024).O ponto mais importante que fundamenta o Choro Itabirano é a compreensão de que o reconhecimento institucional do choro não encerra sua luta histórica, mas amplia a responsabilidade de garantir sua vivência crítica, acessível e conectada às suas origens populares. Tal perspectiva dialoga com estudos recentes que demonstram como gêneros musicais ligados à negritude e às periferias — como o choro no passado e o funk, o axé e o pagode no presente — continuam sendo atravessados por processos de desqualificação estética e apagamento epistemológico (SANTOS, 2006; ROSSE, 2025).Assim, o projeto se posiciona não apenas como ação musical, mas como intervenção cultural e pedagógica, promovendo o choro como ferramenta de democratização do acesso à cultura, valorização da memória afro-brasileira e enfrentamento do racismo estrutural que ainda define quais expressões artísticas são legitimadas. O Choro Itabirano reafirma que patrimônio cultural não é peça de museu, mas prática viva, coletiva e situada — um direito cultural que se constrói no presente, com escuta, território e pertencimento. Referências: https://editora.uemg.br/quem-somos/blog/293-chorinho-patrimonio-cultural-imaterial-do-brasil-e-o-que-isso-nos-diz-sobre-generos-musicais-da-periferia Por Lúcia Tânia Augusto
Nossos projetos: Curso Parecerista e Analista Técnico Municipal de Projetos Culturais
Cuidar da política cultural de um município também é cuidar da credibilidade da instituição pública e da confiança que a sociedade deposita nela. O gestor cultural municipal ocupa um papel central nesse processo, garantindo que a análise e a seleção de projetos culturais sejam conduzidas com transparência, rigor técnico e responsabilidade ética.
Na prática, quando proponentes e empreendedores culturais percebem falhas nos processos — como pareceres pouco fundamentados, avaliações inconsistentes ou falta de clareza nos critérios — a crítica não se dirige a uma pessoa específica. Ela recai sobre a instituição cultural como um todo e, de forma direta, sobre a gestão pública responsável.
Isso acontece porque o trabalho do parecerista é, por natureza, técnico e anônimo. Quem responde publicamente pelas decisões, pelos editais e pelos resultados é a gestão. Por esse motivo, investir na qualificação das equipes de análise vai muito além de uma exigência formal: trata-se de uma estratégia de fortalecimento institucional, de proteção da imagem pública e de construção de legitimidade.
O Curso de Analista Técnico e Parecerista Municipal de Projetos Culturais nasce com esse compromisso. Ele oferece formação técnica, ética e contextualizada para profissionais que atuam — ou desejam atuar — na avaliação de projetos culturais, contribuindo para processos mais seguros, criteriosos e alinhados às políticas públicas de cultura.
Ao qualificar quem analisa, o município fortalece quem decide. E, sobretudo, constrói uma relação mais justa, transparente e confiável com a comunidade cultural e com a sociedade.
Série histórica: Parceria com instituições acadêmicas
Por que a Série Histórica é Estratégica para Parcerias Acadêmicas em CulturaNa sociologia da cultura, uma série histórica refere-se a um conjunto de dados ou registros culturais (como práticas, ideias, teorias, obras de arte, tendências de consumo, etc.) coletados e organizados sequencialmente ao longo do tempo. O objetivo é utilizar essa sequência temporal para analisar a mudança e a continuidade dos fenômenos culturais dentro de um contexto social específico. 1. Compreensão Diacrônica da Cultura: A série histórica permite analisar a cultura ao longo do tempo, identificando como tradições, práticas e políticas culturais se formam, se transformam e se reorganizam, superando leituras pontuais ou isoladas. 2. Identificação de Tendências e Ciclos Culturais: A análise longitudinal possibilita mapear padrões, ciclos, surgimento e declínio de movimentos culturais, contribuindo para estudos sobre identidade, diversidade e dinâmicas simbólicas contemporâneas. 3. Contextualização Histórica e Institucional: Os dados históricos situam os fenômenos culturais em seus contextos políticos, econômicos e tecnológicos, fortalecendo pesquisas interdisciplinares e análises críticas das políticas culturais. 4. Relação entre Cultura e Sociedade: A série histórica evidencia como valores, crenças e práticas culturais moldam comportamentos sociais e, simultaneamente, são transformados pelas estruturas sociais ao longo do tempo. 5. Base Metodológica para Pesquisa Aplicada: Ao integrar a dimensão temporal à análise sociológica, a série histórica se consolida como ferramenta metodológica fundamental para pesquisas acadêmicas, projetos de extensão e produção de conhecimento aplicado em cultura.
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