Você já ouviu o ditado: "Quem pariu Mateus que o balance". No senso
comum, significa assumir o pepino que você mesmo plantou. Mas você sabia
que a origem é ainda mais profunda? A frase original seria "quem pariu
os maus teus que balance". Ou seja: assuma os seus próprios males, seus
erros de planejamento e seus defeitos de execução.
No universo da
produção cultural, entre 2026 e 2032, o "Mateus" da vez é a Reforma
Tributária. E se você não cuidar do planejamento agora, quem vai ter que
"balançar" esse bebê chorão lá na prestação de contas é você!
Porter e o "Quarto do Bebê" (A Cadeia de Valor)
Michael
Porter, em seu clássico de 1985, ensinou que para uma organização ter
sucesso, ela precisa de uma Cadeia de Valor azeitada. Ele separou as
atividades em:
● Atividades-fim (Primárias): O seu espetáculo, o brilho no olho, o "Mateus" lindo no palco.
● Atividades de Apoio (Suporte): O jurídico, o administrativo e a contabilidade especializada.
A lógica é simples: se o seu suporte (o berço) for fraco, o seu projeto (o Mateus) cai. Com a transição para o IVA Dual e as novas regras de memória de cálculo da Secult (fique de olho na Resolução 38/2024!), a contabilidade deixou de ser "o mal necessário" para ser a babá que garante a sobrevivência do seu projeto.
O "Maus Teus" da Prestação de Contas
A evolução fonética de "maus teus" para "Mateus" é uma metáfora perfeita para a gestão cultural brasileira. Muitas vezes, um "mau" planejamento tributário evolui para um "Mateus" (um problema real) na hora de prestar contas.
● A falha: Ignorar a redução de 60% nas alíquotas ou não entender como funcionam os créditos de IVA.
● A consequência: Glosa de contas e a obrigação de devolver recursos. Quem pariu esse erro vai ter que "balançar" o prejuízo sozinho.
Para não ter que embalar um Mateus problemático até 2032, o segredo é o amadurecimento. Como diria Porter, sua vantagem competitiva está na profissionalização do suporte.
1. Capacite-se: Entenda a nova memória de cálculo.
2. Invista no Suporte: Tenha contadores e advogados que falem a língua da cultura e da reforma.
3. Planeje a longo prazo: O fluxo do dinheiro mudou. Não deixe para entender o imposto no dia de emitir a nota fiscal.
No final das contas, quando a gestão é bem feita, o "Mateus" cresce saudável, a prestação de contas é aprovada e você tem tempo para o que realmente importa: a arte.
E aí, como anda o seu planejamento? Você está criando um Mateus para dar orgulho ou um problema para balançar depois? ---



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