Epocriativa - Escritório de Projetos de Arte e Cultura
Desde 13 de junho de 2018
sexta-feira, maio 15
Sentir a história: A tridimensionalidade na Contação de Histórias
Capacitação: Epocriativa cumpre parceria em jornada disruptiva, em Itabira, Curso de Educação Inclusiva- Módulo 1 "Como contar histórias com objetos tridimensionais"
Nada sobre nós, sem nós! Um novo capítulo na Educação Inclusiva da Coronel José Batista!
Provocadas a praticar atitudes disruptivas ao conviver com 3 participantes que protagonizaram orientações, avaliações e disponibilidade, Cleide Cissa, Cassiana e Thayná que são pessoas com deficiência visual, as participantes revisaram crenças sobre o ato de contar histórias com foco na busca de desenvolver consciência para o valor da transformaçãoda prática pedagógica, refletindo sobre as limitaçõesde materiais bidimensionais. No último último dia 14 de maio de 2026, quinta-feira, das 8h às 17h, vivemos um momento histórico e emocionante na nossa amada escola Coronel José Batista. Destaque para o reencontro de Cleide Cissa, Cassiana e Thayná que tornaram real práticas de Contação de Histórias, dramatizações e dinâmicas.
Inspirados no princípio fundamental "Nada sobre nós, sem nós!", mergulhamos em uma jornada imersiva para repensar e recriar as práticas pedagógicas. Foi um dia de muita troca, reflexão e, acima de tudo, de muita inspiração.
terça-feira, maio 5
🌟 11 Benefícios de Dominar a Narrativa com Objetos Tridimensionais
🌟 11 Benefícios de Dominar a Narrativa com Objetos Tridimensionais
Quando a história encontra o tato, o som e o cheiro, o aprendizado ganha corpo. Esta metodologia transforma a sala de aula em um espaço de experiência viva.
1. Estímulo à Neuroplasticidade
O cérebro cria novas pontes neurais. Ao narrar a história de um pássaro usando uma pena real, sons de assovio e o cheiro de mato, o aluno conecta tato, audição, olfato e memória. É o mesmo princípio que o cérebro de uma pessoa com deficiência visual usa para se reorganizar.
2. Objetos Tridimensionais: A Matéria do Pensamento
Diferente de uma imagem no papel (bidimensional), o objeto tridimensional possui altura, largura e profundidade. Ele oferece "vários lados" para o conhecimento. Ao tocar um objeto, a criança processa peso, temperatura e volume, transformando a informação passiva em uma exploração ativa que ocupa o espaço real.
3. Sólidos Geométricos: O Alfabeto das Formas
Tudo no mundo físico possui uma base geométrica. Ao utilizar sólidos como suporte, ensinamos a estrutura das coisas: uma laranja é uma esfera; uma caixa de fósforos é um paralelepípedo. Isso organiza o raciocínio lógico e a percepção espacial.
4. Estilos de Narrativa: Do Oral ao Sensorial
A forma como contamos define como o aluno recebe. Nesta metodologia, trabalhamos com dois estilos principais:
Narrativa Oral (Griot): Baseada na repetição, no ritmo e na força da palavra falada para manter a memória viva.
Narrativa Dramatizada: Onde o objeto não é apenas citado, mas "atua" na história, ganhando movimentos e intenções.
5. O Estilo Literário: Realismo Animista
Essa técnica flerta com o Realismo Animista, onde objetos comuns ganham "vida" e voz. Uma pedra pode representar a dureza de um coração ou o peso de uma saudade, servindo como metáforas potentes para sentimentos universais.
6. Desenvolvimento da Abstração e Contraste
Saímos da dependência de slides. Para ensinar "amizade", usamos dois pedaços de velcro: o aluno sente a força de unir e a resistência de separar. Contrastes entre o vazio e o cheio ensinam mais sobre "ausência" do que qualquer definição teórica.
7. Inclusão Genuína e Universal
O que é essencial para uma pessoa com deficiência visual — descrever, tocar e sequenciar — vira um jogo rico para a turma toda. Ao vendar os alunos, todos são desafiados a usar a imaginação.
8. Foco e Escuta Ativa
Sem o excesso de estímulos visuais, a atenção se volta para a voz e para a textura do objeto. O foco nasce do mistério sonoro e da curiosidade tátil.
9. Memória Espacial e Sequencial
Objetos ajudam a "ancorar" a história no espaço. Ao tocar diferentes texturas durante a narração, o aluno associa o estímulo sensorial à ordem dos fatos, facilitando a memorização da sequência lógica.
10. Diferencial Didático do Educador
Você deixa de ser um "passador de conteúdos" para se tornar um arquiteto de experiências. A aula vira uma vivência compartilhada que utiliza o corpo e os sentidos como ferramentas de alfabetização.
11. Engajamento Emocional Profundo
O toque cria vínculo. Na história de uma semente, segurar um saquinho com terra úmida gera uma memória afetiva duradoura. O aprendizado passa pelas mãos e se fixa pela emoção.
🧠 Neuroplasticidade: O que o cérebro aprende com as mãos
A neuroplasticidade permite que o cérebro se reorganize através de novos estímulos. Quando usamos formas geométricas, cheiros e sons, áreas do córtex que processariam apenas a visão passam a integrar tato, audição e memória espacial. Ensinar com os sentidos é expandir as rotas do conhecimento.
Por Lúcia Tânia Augusto Gestora de Projetos Culturais
📖 Glossário de Termos-Chave
Pessoa com Deficiência Visual: Termo inclusivo que prioriza a pessoa antes de sua condição sensorial (cegueira ou baixa visão).
Objeto Tridimensional: Objeto que possui volume e pode ser explorado em três dimensões: comprimento, largura e altura.
Estilos de Narrativa: Diferentes formas de organizar e expressar uma história (ex: oral, escrita, visual, sensorial).
Sólidos Geométricos: Figuras espaciais como cubos, esferas e cilindros que servem de modelo para os objetos do mundo.
Realismo Animista: Técnica narrativa de atribuir características humanas ou "alma" a objetos inanimados.
Abstração: Capacidade de criar conceitos mentais a partir de experiências concretas.
Griot: Mestre da palavra na cultura africana, responsável por transmitir saberes e histórias através da oralidade.
Neuroplasticidade: Propriedade do cérebro de se moldar e criar novas conexões a partir de aprendizados práticos.
segunda-feira, maio 4
Parceria Estratégica com o Ponto de Cultura Clube de Mães Santa Ruth, em Itabira-MG: Valorização da Economia Criativa
"A parceria estratégica entre a Epocriativa e o Ponto de Cultura Clube de Mães Santa Ruth, em Itabira-MG, consolida o protagonismo da economia criativa local ao integrar o saber artesanal de mulheres itabiranas à metodologia do Curso de Educação Inclusiva - Módulo 1: 'Como contar histórias com objetos tridimensionais', transformando recursos de acessibilidade em ferramentas de desenvolvimento social e sustentável."
Em nossa jornada para transformar a economia através da cultura, acreditamos que a arte não deve apenas ser contemplada, mas tocada, sentida e compartilhada. É com esse propósito que apresentamos o Curso de Educação Inclusiva – Módulo I: Como contar histórias com objetos tridimensionais.
Mais do que uma formação técnica, este curso é um convite para profissionais da educação, estudantes e comunidade repensarem a acessibilidade. Através do uso de objetos que ganham vida nas mãos, mostramos que a literatura pode — e deve — ser um território de todos.
Protagonismo Feminino 50+
A condução deste módulo está nas mãos de duas mulheres 50+, negras, com trajetórias marcantes e vasta experiência nas áreas de educação, cultura e inclusão:
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| #PraTodosVerem A imagem mostra as instrutoras Cleide Cissa e Lúcia Tânia Augusto, duas mulheres negras |
A Força de Itabira: Epocriativa e Expocriativas
O que torna este projeto ainda mais especial é a nossa rede de colaboração. Para a Epocriativa, a sustentabilidade só faz sentido quando fortalece a nossa gente. Por isso, caminhamos ao lado de Adriana Almada, artesã e liderança que transformou a realidade da sua comunidade.
Sob a gestão de Adriana, o Clube de Mães Santa Ruth alcançou uma de suas maiores vitórias: a certificação oficial como Ponto de Cultura, ativa desde abril de 2024. Este selo potencializa o projeto Expocriativas, que hoje é o braço de produção artesanal e inovação que dá suporte às nossas atividades pedagógicas.
Da Pesquisa à Rede de Produção Inclusiva
Neste módulo, Adriana Almada apresentará criações exclusivas em fase de pesquisa e desenvolvimento. Estes protótipos servirão de guia para a próxima etapa do projeto, onde outras artesãs locais serão integradas e contratadas para a confecção das peças definitivas, garantindo que o conhecimento e a renda circulem entre as mulheres da nossa região.
Ao integrarmos o Ponto de Cultura Clube de Mães Santa Ruth, reafirmamos nosso compromisso com a transição para uma economia mais humana e menos extrativista: o Ciclo da Arte.
CRÉDITOS E PARCERIAS:
REALIZAÇÃO: Epocriativa - Escritório de Projetos de Arte e Cultura
PRODUÇÃO: Débora Tersália
APOIO: E. M. Coronel José Batista & Otimize Contabilidade e Gestão
#EducaçãoInclusiva #DeficiênciaVisual #Acessibilidade #NadaSobreNósSemNós #ContaçãoDeHistórias #ProtagonismoFeminino #CulturaInclusiva #Itabira #EconomiaCriativa
O Protagonismo Feminino e o Lema "Nada Sobre Nós, Sem Nós" na Educação Inclusiva
Na sociedade contemporânea, o debate sobre Educação Inclusiva e acessibilidade não pode ser dissociado do protagonismo feminino. Estudos recentes da Deficiência, liderados por militantes feministas, revelam uma camada profunda dessa realidade: a autonomia total é, muitas vezes, uma ilusão, pois a interdependência é inerente ao ser humano.
Seja na infância, na velhice ou em condições de deficiência grave, todos dependemos de uma rede de apoio — rede esta que, historicamente, é composta e sustentada por mulheres. No entanto, as teorias feministas vão além do cuidado; elas desconstroem o tabu da deficiência ao argumentar que a vulnerabilidade é universal, evidenciando as desigualdades de gênero no modelo social de cuidado.
⚠️ AVISO IMPORTANTE: Caso tenha interesse em contratar o nosso curso entre em contato:(31) 99697.7843 ou pelo e-mail lucia.tania.augusto@gmail.com
"Nada sobre nós, sem nós": Um Marco de Participação Plena
Nesse cenário de luta, surge o lema que resume a essência da inclusão: "Nada sobre nós, sem nós". Muito mais que uma frase de efeito, este é um marco histórico que fundamenta o direito à participação:
A Origem: A semente foi plantada nos anos 60, mas em 1981 (Ano Internacional das Pessoas Deficientes) o conceito de "Participação Plena e Igualdade" ganhou o mundo.
O Protagonismo: O lema ganhou força definitiva na África do Sul (1986), quando líderes com deficiência exigiram seus espaços de fala, recusando decisões tomadas por terceiros sem sua consulta.
Na Prática: Significa que nenhuma estratégia, lei ou atividade deve ser planejada sem que as pessoas com deficiência estejam no centro das decisões.
Arte, Cultura e Legislação
A cultura é um direito garantido pela CF/88 e reforçado pela LBI (2015). Quando um espaço cultural ou educacional falha na acessibilidade, ele fere a cidadania. A arte, porém, atua como reabilitação e reinvenção. Leis como a Lei Berenice Piana (Autismo) e a instituição do Cordão de Girassol (Deficiências Ocultas) são vitórias desse protagonismo que busca a fruição plena da diversidade brasileira.
Conforme aponta Boaventura de Souza Santos, temos o direito de ser iguais quando a diferença nos inferioriza, e diferentes quando a igualdade nos descaracteriza. É sob este prisma que a Educação Inclusiva se fortalece.
Um Convite ao Resgate e à Mudança
Precisamos encarar uma verdade desconfortável, mas necessária: se hoje debatemos e lutamos por uma Educação Inclusiva, é porque, historicamente, houve (e ainda há) um processo sistemático de exclusão.
A marginalização de corpos e mentes que fogem do padrão normativo deixou feridas que o tempo, por si só, não cura. No entanto, é através do resgate da nossa história e do reconhecimento desses silenciamentos que podemos construir novas narrativas. A exclusão que ainda persiste em nossas barreiras físicas, atitudinais e pedagógicas só pode ser superada quando trazemos para o centro quem sempre foi deixado à margem. Educar de forma inclusiva é, acima de tudo, um ato político de reparação e esperança.
💡 Serviço: Curso de Educação Inclusiva - Módulo I
Como contar histórias com objetos tridimensionais
Neste módulo, mergulhamos no universo dos objetos tridimensionais para dar vida à imaginação através do tato e da voz, unindo técnica, sensibilidade e o protagonismo de quem vive a inclusão na prática.
Instrutoras Mulheres 50+:
Cleide Cissa: Contadora de Histórias, Professora e Deficiente Visual.
Lúcia Tânia Augusto:Especialista em Políticas em Políticas Públicas, Professora e Proprietária da Epocriativa - Escritório de Projetos de Arte e Cultura.
REALIZAÇÃO: Epocriativa - Escritório de Projetos de Arte e Cultura PRODUÇÃO: Débora Tersália APOIO: E. M. Coronel José Batista & Otimize Contabilidade e Gestão.
#PraTodosVerem #EducaçãoInclusiva #DeficiênciaVisual #Acessibilidade #NadaSobreNósSemNós #ContaçãoDeHistórias #ProtagonismoFeminino #CulturaInclusiva
quinta-feira, abril 30
A "embaixada" na cultura popular brasileira e a Retomada da Identidade: Onde estão o Mestre e a Mestra? (CBO 3331-20)
"Na cultura popular, a Embaixada é o lugar da diplomacia sagrada, do pedido de licença e do reconhecimento da autoridade de quem veio antes. É o gesto de "baixar a cabeça" não como submissão, mas como a maior prova de sabedoria: a humildade necessária para ser o porta-voz de algo muito maior."
O cenário cultural brasileiro atravessa um amadurecimento institucional decisivo. Em 6 de fevereiro de 2026, com a oficialização da ocupação de Mestres e Mestras das Culturas Populares e Tradicionais (CBO 3331-20), o Ministério da Cultura (MinC) passou a reconhecer formalmente o valor dos detentores de saberes orais.
No entanto, essa mudança lógica exige enfrentar um obstáculo persistente: os comportamentos e linguagens discriminatórias que ainda operam nas raízes do imaginário popular. O Afroturismo surge aqui como uma dinâmica de rastreamento da nossa identidade, instigando a pergunta essencial: "Cadê o Mestre e a Mestra que estavam aqui?"
Essa busca redireciona o olhar para territórios nunca antes previstos pelo turismo tradicional de matriz europeia. Enquanto o modelo clássico foca em monumentos estáticos, o Afroturismo mapeia a geografia dos afetos e da resistência: quintais, terreiros, cozinhas de lenha e rodas de reinados. É uma cartografia onde o destino é o encontro com a história viva.
Humildade e "Baixar a Cabeça": Pedagogia do Coração
"Baixar a cabeça" diante dos mestres e mestras não é submissão covarde, mas reconhecimento de autoridade, sabedoria e ancestralidade.
Na tradição popular, a Embaixada é o espaço do diálogo e do respeito. Ser "Embaixadora" ou "Embaixador" de uma cultura exige a capacidade de ser humilde: é saber baixar a cabeça diante dos Mestres e das Mestras para receber a bênção e o conhecimento. Só através desse gesto de reverência é que conseguimos acessar a oralidade sagrada e, assim, alcançar o coração da nossa sociedade.
No Curso de Educação Inclusiva (Módulo 1), a técnica de contar histórias com objetos tridimensionais e o uso do caderno de texturas potencializam essa voz. São ferramentas que transformam o saber falado e o rito em experiência tátil e sensorial, garantindo que a memória dos nossos guardiões alcance a todos, incluindo pessoas com deficiência visual.
Ao transformar o rastro oral em algo palpável e acessível, a Epocriativa, sob a gestão de Lúcia Tânia Augusto, cria pontes que resgatam lideranças silenciadas, unindo a tradição à inovação de um mercado que busca verdade e profundidade.
O lema "Nada sobre nós, sem nós" em solução corporativa. Hoje, a Epocriativa atua na consultoria estratégica, em Itabira, mapeando onde está a veia criativa dos afrodescendentes no território criativo. Quer demonstrar isso para empresas e instituições que desejam se adequar às novas agendas de Afroturismo, inclusão e patrimônio imaterial.
Nossa consultoria foca em três pilares fundamentais:
Adequação Normativa e Rito: Orientação sobre o novo CBO e a importância do protocolo de respeito aos saberes tradicionais em projetos culturais.
Mapeamento de Identidade Territorial: Identificação de territórios culturais invisibilizados pela lógica eurocêntrica, promovendo um turismo de base comunitária e ancestral.
Inovação Inclusiva e Sensorial: Desenvolvimento de metodologias (como objetos tridimensionais) que elevam o padrão de acessibilidade, permitindo que a oralidade seja sentida e compreendida por todos os públicos.
Ao unir o reconhecimento oficial do Estado à humildade de quem sabe ouvir os antigos, a Epocriativa constrói uma cultura onde a inclusão e a ancestralidade são as bússolas para o futuro.
⚠️ COMUNICADO: Informamos que as vagas para o Módulo 1: "Como contar histórias com objetos tridimensionais" estão ESGOTADAS.
Interessado em aprender a "pedir licença" e adequar seu projeto às diretrizes de afroturismo e acessibilidade? Entre em contato para consultorias personalizadas.
REALIZAÇÃO: Epocriativa - Escritório de Projetos de Arte e Cultura
LIDERANÇA E CONSULTORIA: Lúcia Tânia Augusto
PRODUÇÃO: Débora Tersália
APOIO: E. M. Coronel José Batista & Otimize Contabilidade e Gestão.
terça-feira, abril 28
O Despertar da Palavra: Arte, Inclusão e o Poder de "Fazer Levantar" - Contação de Histórias e Acessibilidade
Contar histórias é uma das artes mais humanas que existem. Como nos ensina a tradição náuatle, o narrador é o tlaquetzqui: "aquele que, ao falar, faz as coisas se levantarem". Na jornada da educação, esse "levantar" ganha um sentido profundo de dignidade quando alcançamos todas as crianças, sem exceção. É nesse encontro entre a ancestralidade dos Griots africanos e a urgência da acessibilidade contemporânea que se consolida o trabalho da Epocriativa.
Desde 2025, desenvolvemos o Ecossistema "Distinta e Tirésias, o seu gato-guia", uma iniciativa que materializa a inclusão por meio de três ações formativas complementares:
Curso de Educação Inclusiva: 40 horas de imersão divididas em 4 módulos.
Videocast "Imagem não é tudo": Série de 5 episódios que exploram a percepção além da visão.
Livro em Braille com Kit Pedagógico Inclusivo: Obra tátil acompanhada de material de apoio.
O ápice deste ciclo ocorrerá no dia 13 de dezembro, uma data de imenso valor simbólico: o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual. Instituída em 1961, a data coroa um ato de afirmação de direitos e visibilidade.
A Escola como Território de Democratização e Política Pública
Acreditamos que a educação, a arte e a cultura são fios de uma mesma trama. Por isso, a importância de produtores culturais ocuparem as escolas é vital. Quando um projeto cultural entra no ambiente escolar, ele constrói uma política pública articulada, transformando a sala de aula em um território de democratização.
Descentralização e Equidade: A cultura sai dos eixos tradicionais e chega à comunidade, garantindo que alunos com deficiência na rede pública acessem ferramentas de vanguarda.
Sinergia Institucional: A intersetorialidade entre as pastas de Cultura e Educação fortalece a sustentabilidade dos projetos e responde a desafios reais do cotidiano pedagógico.
Formação do Cidadão: Para a criança deficiente, acessar uma contação de histórias pensada para ela — com objetos táteis e estímulos sensoriais — é um ato de reconhecimento de sua cidadania.
Alinhamento com a Legislação e a IN 29/2026
Este movimento está em total sintonia com a modernização das regras de fomento à cultura. A Instrução Normativa MinC nº 29, de 29 de janeiro de 2026, que rege a Lei Rouanet, reafirma que a cultura deve gerar impacto social, profissionalização e acessibilidade.
A nova regulamentação permite que projetos de formação continuada — como oficinas, workshops e a produção de conteúdos audiovisuais acessíveis — sejam inseridos nas metas de democratização do acesso. Ao capacitar professores e utilizar objetos tridimensionais, o produtor cultural atua como um agente de modernização, transformando a inclusão de um conceito abstrato em uma prática viva e pulsante.
Ao unir o rigor técnico da IN 29/2026 com a sensibilidade ancestral da narração oral, criamos um ambiente onde a arte é utilizada como motor de transformação social. Que em cada escola, as histórias continuem fazendo a vida e a esperança "se levantarem".
Fontes Consultadas:
Curso de Educação Inclusiva: Como contar histórias com objetos tridimensionais, com Cleide Cissa e Lúcia Tânia Augusto.
Instrução Normativa MinC nº 29 de 29 de janeiro de 2026 (Lei Rouanet).
Curso "Contação de histórias para iniciantes", Andrés Montero (Domestika).
Artigo "Griots: Os contadores de histórias da África Antiga", Joseane Pereira.
Livro "Como contar contos", Daniel Mato.
Por Lúcia Tânia Augusto
Sentir a história: A tridimensionalidade na Contação de Histórias
Contar histórias utilizando objetos tridimensionais como elemento principal é uma das formas mais potentes de promover a acessibilidade e a ...
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Cada projeto é uma jornada de aprendizagem coletiva. Isso significa que cada experiência deve preparar novas pessoas para assumir respon...












