quarta-feira, outubro 14

Prosperidade é felicidade! Fábulas e IKIGAI Conversas com Shigueru Watanabe

 


Prosperidade é felicidade! 

Fazer o IKIGAI após ler fábulas. 

Sugestão de atividade para crianças e adolescentes.  

Fábulas e  IKIGAI 

Conversas com Shigueru Watanabe


TÂNIA: E se ensinássemos sobre prosperidade falando do propósito de vida?
SHIGUERU: Tânia, você conhece o Ikigai?
TÂNIA: Não! O que é? 
SHIGUERU: Faz parte da sabedoria oriental. Se nós praticássemos desde crianças, o mundo seria bem diferente...

Assim começou a nossa última conversa sobre prosperidade. 

Um dos maiores presentes que adultos responsáveis podem dar para a criança e para o adolescente é conversar sobre propósitos. Por que  isso? Por que todo propósito está ligado aos valores universais e ao legado ou marca que desejamos deixar no mundo. Ao nosso ser eterno.

É função do adulto observar a criança ou adolescente sempre com o objetivo de que ele tenha plena consciência do SER que existe dentro dele mesmo. Assim, não haverá espanto diante da transitoriedade da vida. Prevenirá a perda de tempo com "ilusões". 

O que você acha disso, caro leitor?

Fábulas trabalham os valores mais importantes. Devemos facilitar o acesso a este tipo de narrativa conscientes do papel que elas podem ter na vida de cada um. 

Incentivar que, em situações lúdicas, possam coexistir a consciência da finitude, a amizade, a comparação entre bem e mal, os efeitos do mal e a repetição de boas práticas. Do que tratamos então? De referências.

Mas também, devemos atentar para armadilhas. Da atenção aos símbolos, estrutura de enredos e contextos em que foram produzidas. 

A necessidade de expressão leva a esperança de um mundo melhor e pode estar em uma simples história.

No uso das fábulas de forma compromissada não seremos os "chatos" dando lições. Seremos propositores de uma narrativa intencionalmente estruturada para ensinar sobre o bem,  a alma, a alegria, a solidariedade: sobre felicidade e prosperidade!

Construído nesse formato, o IKIGAI, pode acompanhar uma vida e dar sentido a ela. 

Aí vem o mundo fantástico como aliado. Um professor, uma professora, pais e responsáveis bem preparados usam esse recurso colocando foco na intenção de manter a força no IKIGAI, no propósito, mesmo frente a situações complicadas.  


Mas o que é o IKIGAI?
Ikigai é uma palavra japonesa que significa "razão de viver", "objeto de prazer para viver" ou "força motriz para viver". Existem várias teorias sobre essa etimologia. De acordo com os japoneses, todos têm um ikigai. E descobrir qual é o seu requer uma profunda e, muitas vezes, extensa busca de si mesmo. Wikipédia

 



Sugiro neste post a fábula "Os músicos de Bremem" e do musical "Os saltimbancos". 
As fábulas, pequenas histórias protagonizadas por animais que contém uma moral, foram utilizadas em versões de época pelos irmãos Grimm (1819) e por Chico Buarque (1977).
Primeiramente, devemos compreender que, nos dois casos, os autores estavam em um contexto de opressão: na Alemanha, o sistema feudal e no Brasil, a ditadura militar. 
Para expressar a preocupação com os destinos dos oprimidos os autores demonstram os efeitos da tirania sobre os mais fracos. Como marca da civilização e precisamos da linguagem simbólica, de formas cifradas e secretas de comunicação para manter a esperança. Bremem. era a esperança dos animais no texto dos Grimm e a democracia no musical de Chico Buarque.
Assim, as fábulas, um das estruturas para contar histórias, servem para nos alertar da necessidade de trabalhar a esperança em tempos difíceis, e contar que crianças e adolescentes tenham referências de como os valores democráticos devem pautar as nossas vidas. 

Oratória Infanto-Juvenil: Um amor resgatado!



Talvez, de todos, esse seja o artigo mais confessional que escrevi... 

Por isso, assumo o risco público de parecer piegas ou ridícula. Incentivo a qualquer que leia, a sê-lo também.

Fica como meio-tom, uma mensagem de agradecimento a Clarissa Pinkola Estés. Vocês entenderão.

Mesmo me sentindo feliz em ministrar os cursos da Escola Portátil de Oratória foi somente agora, neste momento, que consolidei uma ideia que parece obvia, mas difícil de colocar em prática: manter uma conexão com a criança interna.

Essa saga, começo, quando vi, em minhas alunas, nas aulas práticas de leitura e interpretação das histórias selecionadas, a criança voltando...

Gargalhadas!

Vergonha!

Medo do ridículo!

Rubor na face!

Lá estava a criança, intacta, plena e pronta para agir.

Talvez a criança seja a nossa melhor versão. Independente das condições materiais da nossa vida.

Na adolescência, experimentamos a saga do Patinho feio e da Vasalisa, uma mistura de descobrir qual é a nossa turma e a lidar com os "perigos" da vida por meio da intuição, da benção de quem cuidou de nós: a grande mãe, tanto a boa-demais, quanto a mão iniciática.

E vamos seguindo.

Evidentemente, que a didática da professora de minha formação de uma vida inteira ajudou, mas só por questão de método, de acolher e acalentar cada aluna/aluno na sua plenitude.

Agora, neste momento 50+ resolvi assumir os sonhos da minha criança e transformar outras em leitoras, oradores e escritoras através do meu curso, assumindo esse público-alvo.

Assim, cumpro o meu propósito de vida: não deixar a criança e a minha adolescente definharem por falta de cuidado, de atenção e de amor.

Mais do que ser moderna, parafraseando Drummond, quero ser eterna deixando a minha marca no mundo por meio da felicidade genuína de acalentar meus novos e novas alunas.

Pelo resgate e cura da minha criança, minha menina-mulher, obrigada Clarissa. Continuarei, prometo, correndo com os lobos.



https://www.linkedin.com/pulse/o-resgate-da-crian%25C3%25A7a-interna-obrigada-clarissa-l%25C3%25BAcia-t%25C3%25A2nia-augusto 

segunda-feira, outubro 12

Os três burrinhos, a cerca e o conceito de Paradigma! Conversas com Shigueru Watanabe

    O que é um paradigma?

Conversas com Shigueru Watanabe

Vou convidar a você a assistir o vídeo abaixo, pois ele gerou a conversa que segue. Se não conseguir abrir, copie cole o link abaixo do tela. 

https://www.facebook.com/304542700101780/videos/664924440730269


Todos deveríamos ter como hábito a constante reavaliação de crenças sobre nós mesmos e outros seres. Observando o vídeo, entende-se, não por acaso, o porque de Irmãos Grimm a Chico Buarque de Holanda utilizarem-se das fábulas (histórias que são protagonizadas por animais e que trazem lições).

Vamos ao bate-papo de WhatsApp com Shigueru:

TÂNIA: __Oi Shigueru! A palavra do dia é: Paradigma!

SHIGUERU: __ Oi Tânia! Muito bom dia! Nossa, paradigma.... A princípio parece ser uma palavra moderna, um conceito moderno que inventaram para falar de coisas que temos dentro de nós e que tem de ser quebradas..."quebra de paradigmas", mas esse conceito nada mais é do que aquilo que está estabelecido dentro de nós e nos controla. São crenças arraigadas sobre as coisas são ou deveriam ser. São formados no início da nossa existência. Nos primeiros anos de vida é quando são construídos mais ativamente. São sistemas de controle. O Bob Proctor fala de forma muito interessante, sendo ele especialista em paradigmas. Diz que o paradigma controla quase tudo o que nós fazemos. Todos os nossos resultados são frutos deles. É um paradoxo, se você tem resultados ruins é por conta dos seus paradigmas. 

TÂNIA: __ Lembrando do vídeo: o primeiro burrinho... Ele fica insistindo em uma forma, em quebrar a cerca, como se quisesse atravessar. O padrão mais conhecido. Vemos as moscas quando entram pela janela e não conseguem sair. Já o outro burrinho, observa e resolve, com o detalhe, de que deixa todos os outros dois passarem primeiro. Fica por último. Podemos identificar três atitudes em cada um deles: um tenta resolver por tentativa e erro, o outro observa e, depois, resolve e há ainda o que só fica esperando a solução e segue em frente... risos. Uma metáfora, não é? Todos os três burrinhos, estão dentro da gente. Um o inconsciente, o teimoso e o outro o consciente, o observador, proativo.

SHIGUERU: __ Pois é... Então, o que fazer? Como quebrar? Como se reprogramar já que os resultados estão ruins como no caso do primeiro burrinho? Se você tem péssimos paradigmas? É muito difícil fazer isso sozinho. A não ser que exista uma consciência disso. Conheça os princípios do consciente, do inconsciente e utilize a imaginação, a abstração para resolver e não ficar dando murro em ponta de faca. Mas, em geral as pessoas não sabem. Elas conhecem o problema mas não tem o conhecimento que leva a mudança. 

TÂNIA: __ Mas o que tem de ser feito?

SHIGUERU: __ Primeiro, ter consciência. Segundo, entender qual é o oposto daquele mal paradigma. Se você sabe que ele é ruim, assim deve saber, buscar saber, qual é o bom. Assim, escolhendo o bom, o correto, você vai trabalhar para que ele ocupe o espaço do mal paradigma.

TÂNIA: __ E como implantar um novo paradigma?

SHIGUERU: __ Repetição. É o mesmo princípio de aprendizados: pela dor, pela emoção, pela repetição. Então, tem que repetir e criar novos hábitos. E aí vem a terceira palavra mais importante. Lembrando: a primeira consciência, a segunda repetição (compreender o oposto/o correto) e a terceira é hábitos. Isso faz com os velhos passem para um segundo plano e o novo se instale no primeiro plano e comece a ditar os seus resultados. É mais ou menos isso. Recomendo o Bob Proctor. 

TÂNIA: __ Na próxima conversa, falaremos sobre as fábulas, ok? Qual a lição que você aprendeu? Como ela pode ser utilizada na vida cotidiana? Quais paradigmas quebrados diante de duas atitudes do burrinho "resolvedor" do problema?

SHIGUERU: __ OK! Vamos lá! Até a próxima conversa!

sábado, outubro 10

Onde está a falha no Sistema na formação do professor? Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos (Parte 1)

 

Onde está a falha no Sistema na formação do professor?  

Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos



Continuando as conversas com os meus amigos e amigas pelo whatsapp, fiz a seguinte pergunta para Nivaldo Ferreira dos Santos. É um dos caras mais sérios, comprometidos e inteligentes que conheço.

Neste artigo, vamos começar uma análise histórica de algumas "falhas no sistema"!

Entenda, o mundo está uma muV.U.C.A. e não é possível  ter um diálogo raso. Ao mesmo tempo, temos de observar o passado dos últimos trinta anos como um farol para compreendermos e encontrarmos soluções.

Tive de dividir em 3 partes a nossa conversa, ok? 
Sendo que, na terceira, darei o currículo completo e detalhado do Nivaldo.

TÂNIA: __Nivaldo, observando hoje a necessidade que o professor tem de trabalhar com aulas remotas em função da pandemia e, com aceleração da necessidade da tecnologia, como você avalia o modelo de gestão implantado há 30 anos atrás no que diz respeito às novas tecnologias na formação do professor? Se tivesse tido um bom modelo, os professores estariam passando o aperto que estão passando hoje?

Nivaldo:__ Considerando o contexto da educação e das tecnologias da informação em terras brasileiras, é importante registrar/lembrar que no final do século XX o Brasil estava recém-saído de uma ditadura militar que durou mais de 20 anos e que deixou suas sequelas nas mais diversas áreas, inclusive (e eu diria até principalmente) nos sistemas educacionais e no setor cultural, que está diretamente relacionado à educação e fazia parte do mesmo arcabouço jurídico-institucional (o Ministério da Educação e Cultura - MEC - não existe mais, atualmente são dois ministérios distintos: "Ministério da Educação" e "Secretaria Especial da Cultura", mas a sigla MEC continua sendo usada...).

Em relação às tecnologias da informação (atualmente inseridas no conceito de "tecnologias da informação e comunicação"), é importante lembrar/registrar também que até o início da década de 1990 o Brasil tinha uma política de "reserva de mercado" criada com a justificativa de desenvolver a tecnologia nacional, que acabou reforçando o "atraso tecnológico" já existente historicamente em relação aos "países do Primeiro Mundo".

Ou seja: no final do século XX o Brasil estava "atrasado" vários anos (talvez décadas) em relação aos países considerados mais avançados no que diz respeito às tecnologias da informação.
Vale lembrar que a maioria dessas tecnologias foi desenvolvida nas universidades norte-americanas, europeias e da antiga União Soviética a partir de meados do século XX e o Brasil só passou a ter acesso a esse mercado na década de 1990.

Final da parte 1.

 


Paradoxo: Quem toma as decisões sobre o futuro das crianças em sua casa? Série etnografia digital

 Quem toma as decisões sobre o futuro das crianças em sua casa? 

Série etnografia digital



Obediência e insegurança passou a ser uma característica das crianças "bobonas" nas famílias?

Fazendo uma divulgação porta a porta do meu novo curso "Oratória e Escrita Criativa" ouvi a seguinte frase de um pai amigo e professor que me deixou com uma "pulga atrás da orelha". 

Ele falou impulsivamente: __ Meu filho é que sabe! 

Ele  se deu conta da resposta, pediu desculpas e nos despedimos. Fiquei muito triste por dois motivos: 

  • por ele ter ficado sem jeito depois que se deu conta da resposta 
  • por eu não querer o filho dele como aluno. 

Meu público-alvo deve ser de crianças e adolescentes disciplinadas e obedientes, exatamente por saber como é difícil falar bem em público. Interessadas. Criativas. Legais. Não reizinhos que acham que sabem decidir tudo. 

Estabeleço uma relação de confiança e discrição. 

Mas entenda os meus motivos:

  • O produto do curso começa a ser delineado com um assunto que interessa ao meu cliente, ele deve manter uma fidelidade de seis meses e virar praticamente um pesquisador do tema que escolheu
  • Montaremos um modelo de negócio da área "Conhecimento e Humanidades"
  • Até o final, produziremos um e-book com ficha catalográfica, ISBN e código de barras.

Ou seja, será que meu público é de crianças "bobonas", como eu fui na minha infância, meus irmãos e vários colegas que são amigos e amigas até hoje? Todos nós, que fomos bobões hoje, somos adultos legais e que tem um equilíbrio na vida nas dimensões mais importantes: espiritual, mental e emocional.

Em tempo, ser bobão na nossa época era não ter resposta para tudo, nem na ponta da língua. A gente podia ser inseguro. A mãe da gente não dava tudo que queríamos por que previa as etapas de crescimento, via bem à frente, tinha de planejar o nosso futuro. 

E, além disso, a coitada tinha de dar conta de tudo na casa e ainda amar a gente:



 Éramos introvertidos. E sabíamos que poderíamos confiar nos adultos que nos criavam e educavam. Roupa não tinha como escolher, pois as famílias eram enormes e passavam de uma irmão para outro. 

Mas a questão aqui, não é voltar no tempo. Trabalho com tecnologia e não me acho melhor do que ninguém, pelo contrário, gostaria de ficar menos diante da tela, principalmente por que trabalho remotamente. 

Tenho lido mais romances. Voltei a colorir. Fico brincando de cantora em um aplicativo de karaokê chamado "Smule", tenho um projeto de áudios em outro aplicativo chamado "Anchor", brinco com "avatares"..., portanto, meu problema nunca será tecnologia. Dou aulas para adultos migrantes digitais. Gosto de tudo que faço, mas 

Até a minha área de formação mudou, nas ciências sociais falávamos de etnografia, agora até ela é digital. É! Etnografia Digital.

E o que temos visto são pais obedientes... Ou será que eles são os novos "bobões"?

Realmente, temos um paradoxo!


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