quarta-feira, novembro 4

Para cada vendedor profissional há, pelo menos, um comprador profissional.

Para cada vendedor profissional há, pelo menos, um comprador profissional.
Quando afirmo um, isso é feito com tristeza. Na maioria dos treinamentos para vendedores, não todos, ao invés de focarem no conhecimento sobre os produtos e serviços, processos e técnicas de negociação corretas, a maioria busca fórmulas de como "manipular" os compradores. Qual o erro? Há quem acredite que o mercado constitui-se somente por vendedores profissionais, como se aprender técnicas de persuasão e negociação fossem competências exclusivas de caçadores e caçadoras. Os que se acham, equivocadamente, bons vendedores, acreditam que consumidores são presas. Esses esquecem-se de nós, compradores profissionais. Mas, esse grupo de presas e caçadores, está mudando. No cenário atual, compramos e vendemos o tempo todo e, pásmem, ficamos cada vez mais competentes em escapar de fraudes. Deixamos de ser vítimas e somos donos das nossas decisões de compra.

domingo, novembro 1

Profana! Poesia de rua - Lúcia Tânia Augusto

Profana! Poesia de rua
Ela nasceu e venceu o medo das ruas! Quem é que se vê? Humm, acelerada! Profana corre para, descobre o que é e corre contra. Contra, contrária, contraria, subversiva. Não. Profana diz não com frequência! Ela, profana! Nasceu para correr, andar, sorrir, chorar. Profana não se “beirou” pelas margens da sobrevivência. Dominava o surdo barulho do coração. Sorveu a negritude do asfalto. A sonolenta e asquerosa perversão luminosa do Não! Profana sorveu-se em mulher e, desde então, não observa limites, muros, pontes... Evidências de sua passagem aceleravam as curvas. Peito, pernas e pés. Inclina a cabeça para a direita... para esquerda... Rua, sua, lua, gurua! Repete! Ela nasceu e venceu o medo das ruas! Quem é que se vê? Ela, profana! Nasceu para correr, andar, sorrir, chorar. Profana não se “beirou” pelas margens da sobrevivência. Dominava o surdo barulho do coração. Sorveu a negritude do asfalto. A sonolenta e asquerosa perversão luminosa do Não! Profana sorveu-se em mulher e, desde então, não observa limites, muros, pontes... Repete! Evidências de sua passagem aceleravam as curvas. Peito, pernas e pés. Inclina a cabeça para a direita... para esquerda... Rua, sua, lua, gurua! Ponto!

As Raízes da Autossabotagem

Como ensinar uma espécie de ecologia invisível para crianças e adolescentes?

domingo, outubro 25

Meu espírito empreendedor, onde está você? OU Patinho Feio, o Retorno.

Neste mês da criança, quero aproveitar a nossa identidade infantil e resgatar alguns contos para tratar de assuntos de adultos. Sérios. De uma nação de empreendedores que não se entendem assim e não se conhecem. Vou aproveitar-me, também, da minha formação como professora de História. Entenda, entre o 7 de setembro (Descoberta do Brasil) e 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) nos perdemos da nossa raiz de grandes comerciantes, desbravadores, homens e mulheres corajosas dessa terra chamada Brasil. O espírito empreendedor dos Grandes Navegadores que desbravaram mares e as Quitandeiras que sustentaram o comércio interno na África e atravessaram o Atlântico para alavancar o pequeno comércio de delícias, desde a Bahia, passando por Minas Gerais e Rio de Janeiro, um hiato até a nossa história atual. Onde estão os herdeiros dos navegadores? E das Negras de Tabuleiro? Perderam-se? Em um país que investe pouco em educação financeira, o empreendedorismo individual, aqueles que se lançaram a essa aventura individual, os MEIs, sentem-se Patinhos Feios. Veja um resumo deste conto de fadas, coletada pelo escritor dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875). Publicada pela primeira vez em 11 de Novembro de 1843 em Nye Eventyr. Første Bind. Første Samling. 1844: "Um filhote de cisne é chocado no ninho de uma pata. Por ser diferente dos demais filhotes, o pobrezinho é perseguido, ofendido e maltratado por todos os patos e outras aves. Um dia, cansado de tanta humilhação, foge do ninho. Durante a sua jornada, ele para em vários lugares, mas é mal tratado em todos que passava. Por fim, uma família de camponeses o encontra e ajuda-o acolhendo durante o inverno. Mas a família tem um gato que expulsou o patinho. Um dia, no entanto, deslumbrado com a beleza dos cisnes, o patinho feio decide ir até eles e percebe, espelhando-se na água, que ele não é mais um patinho feio (e que ele na verdade, nunca foi um pato), mas se tornou um magnífico cisne. Finalmente ele acaba sendo respeitado e se torna mais bonito do que nunca." Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Patinho_Feio Veja bem, no que diz respeito à sua carreira, seu ovo pode ter caído em famílias de nobres, funcionários públicos, trabalhadores de carteira assinada e um mar de pessoas que vivem na informalidade. Não de empresários. Respira... Pagamos um preço caro por não investirmos na nossa memória empreendedora. De homens de comércio e serviços que desbravaram este país, na versão século XXI. Muitos brasileiros, hoje, sentem-se deslocados no mercado por não conhecerem esta nossa raiz, linda, diga-se de passagem. Honesta, criativa e mais quaisquer outros adjetivos que caibam. Pois é necessário: CORAGEM. De mulheres que sustentaram e sustentam as famílias com seus quitutes, balangandãs e tabuleiros. Solenemente, peço pelo fim deste equívoco e que incluamos nas aulas de História do Empreendedorismo: Eduardo França Paiva*, Selma Pantoja**, Orlando Santos***. Assim, nos encontraremos no meio do caminho em 15 de novembro e resgatemos o Cisne Republicano que se perdeu. Somos milhões... Sou Lúcia Tânia Augusto e acabei de assumir-me como empreendedora. *PAIVA, Eduardo. França. Escravidão e universo cultural na colônia: Minas Gerais. **PANTOJA, Selma, 2001: “A dimensão atlântica das quitandeiras”, in Júnia Ferreira Furtado (org.) Diálogos Oceânicos. Minas Gerais e as Novas abordagens para uma história do império Ultramarino Português, Belo Horizonte: UGMG ***Mamãs quitandeiras, kínguilas e zungueiras: trajectórias femininas e quotidiano de comerciantes de rua em Luanda Resgate da memória histórica e mitica do empreendedorismo no Brasil.

domingo, outubro 18

Analogias: "Bugs" ou "erro do sistema"? Formação do professor brasileiro em TICs (Parte 2 ) Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos

 

Analogias: "Bugs" ou "erro do sistema"? 

Formação do professor brasileiro em TICs

 (Parte 2 ) 

 Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos



Podemos fazer uma analogia entre o termo "bug" da área de tecnologia com outra expressão: "a falha é do sistema",  quando nos referimos à gestão pública das últimas décadas. 

Nesta postagem, temos as consequências de escolhas políticas equivocadas para a educação e referências de bons blogs e livros. Instrua-se!

Tive de contar, como na parte 1, com a ajuda de um Cientista da Computação e Mestre em Administração Pública: Nivaldo Ferreira dos Santos. Ele matou a charada fazendo um recorte narrando seu testemunho dessa transição digital dos últimos 30 anos. 

A pergunta que fiz para ele foi, em outras palavras, em que deu errado a formação do professor no final do século XX, início do século XXI que está causando este sofrimento na adaptação às aulas remotas, no contexto da pandemia?

Veja como Nivaldo descreve a... digamos.... mosca na sopa" encontrada nas políticas públicas de educação:

Em relação às tecnologias da informação (atualmente inseridas no conceito de "tecnologias da informação e comunicação"), é importante lembrar/registrar também que até o início da década de 1990 o Brasil tinha uma política de "reserva de mercado" criada com a justificativa de desenvolver a tecnologia nacional, que acabou reforçando o "atraso tecnológico" já existente historicamente em relação aos "países do Primeiro Mundo". Ou seja: no final do século XX o Brasil estava "atrasado" vários anos (talvez décadas) em relação aos países considerados mais avançados no que diz respeito às tecnologias da informação.

Então, traduzido a palavra  "bug" quer dizer "mosca".  E a origem do termo, segundo Mirella Stivani, do canal TechTudo, publicado em 21/01/2019 é a seguinte: 

"A palavra inglesa bug significa literalmente "inseto". Não se sabe ao certo qual é a origem do termo para designar falhas em softwares e hardwares, mas a explicação mais aceita relata um erro que ocorreu, 9 de setembro de 1947, no computador Mark II, operado pela Marinha dos Estados Unidos.

O operador William Burke encontrou dentro da máquina uma mariposa que estava presa entre os fios, causando uma falha no funcionamento do computador. Depois, ele relatou em seu diário de bordo um caso real de "inseto (bug) sendo encontrado". A partir do acontecimento, a definição acabou sendo adotada no vocabulário de tecnologia e informática." Fonte: https://www.techtudo.com.br/noticias/2019/01/o-que-e-bug-entenda-a-origem-da-palavra-e-conheca-exemplos.ghtml em 18/10/2020. 

E o que isso tem a ver com o assunto? Os grandes estadistas só fazem "reserva de mercado" quando investem o suficiente na formação de cientistas de todas as áreas para confrontar com os desafios de uma gestão correta e sustentável. Do contrário, é só e péssima política de governo. 

"Estado é o poder público soberano, impessoal, estável, permanente e deve sempre servir à população. Governo é controle momentâneo do poder e, infelizmente, nem sempre está a serviço dos interesses da sociedade (muitas vezes está ali para atender aos interesses de determinados grupos de poder econômico, político ou financeiro)."https://appsindicato.org.br/qual-a-diferenca-entre-governo-e-estado-e-entre-servidores-e-indicados-politicos/


 Todo sistema está sujeito a falhas e estas devem ser corrigidas ou minimizadas em tempo, implementadas por uma equipe de profissionais capacitados, de alta competência. 

Uma ação tem  de levar em consideração a formação de uma equipe de profissionais capazes de detectá-los e, para não causar danos maiores ou prejuízo na formação de uma nação, investir e garantir um ambiente que valorize , correto? Bom, quando trata-se de tecnologia sim, é correto. Mas no caso de políticas públicas de governo, a estratégia não é válida.

Continuamos com Nivaldo:

"(...) Voltando novamente à questão colocada inicialmente, é possível deduzir, sim, e afirmar sem sombra de dúvida que os modelos de gestão e as técnicas pedagógicas/educacionais deveriam ter evoluído muito mais e grande parte das decisões tomadas de forma precária há 20 ou 30 anos atrás se reflete nos dias atuais, com professores, famílias e sociedades (como a nossa) sofrendo por causa da falta (ou do atraso na implantação) de estruturas, formação e acesso adequado para uso das tecnologias de informação e comunicação, tão essenciais nas sociedades modernas.


E não nos faltaram alertas e fontes de informação e pesquisa - como exemplo, lembro de uma série de discussões que desenvolvemos nos primeiros anos do século XXI, por meio de parceria entre professores da Funcesi e da FUNCEC (Fundação Comunitária Educacional e Cultural), de João Monlevade/MG (com destaque especial para ao Professor José Teófilo de Carvalho, que desenvolveu naquela época sua dissertação de mestrado em "Educação Tecnológica"), nas quais usamos como uma das nossas referências o "Livro Verde - Sociedade da Informação no Brasil", de 2000, elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (disponível em https://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-69536/sociedade-da-informacao-no-brasil---livro-verde).

Deixo como sugestão também o livro "Informática na Educação - Professor na Atualidade", edição de 1998, Sanmya Feitosa Tajra - Editora Érica. Nesse livro são apresentadas de forma muito clara as discussões que estavam em andamento nas universidades brasileiras naquele momento, mas que infelizmente não foram desenvolvidas da melhor forma pelas nossas instituições político-administrativas, em especial pelo Ministério da Educação e pelas secretarias estaduais e municipais de Educação, sabe-se lá direcionadas por quais interesses e/ou influências..."

Gratidão, Nivaldo!

Curso: Receptivo Afroturismo Mineiro

"Ao participar do curso sob a perspectiva do Afroturismo em cidades mineradoras como Itabira é espreitar um exercício que chamo de...