segunda-feira, outubro 12

Os três burrinhos, a cerca e o conceito de Paradigma! Conversas com Shigueru Watanabe

    O que é um paradigma?

Conversas com Shigueru Watanabe

Vou convidar a você a assistir o vídeo abaixo, pois ele gerou a conversa que segue. Se não conseguir abrir, copie cole o link abaixo do tela. 

https://www.facebook.com/304542700101780/videos/664924440730269


Todos deveríamos ter como hábito a constante reavaliação de crenças sobre nós mesmos e outros seres. Observando o vídeo, entende-se, não por acaso, o porque de Irmãos Grimm a Chico Buarque de Holanda utilizarem-se das fábulas (histórias que são protagonizadas por animais e que trazem lições).

Vamos ao bate-papo de WhatsApp com Shigueru:

TÂNIA: __Oi Shigueru! A palavra do dia é: Paradigma!

SHIGUERU: __ Oi Tânia! Muito bom dia! Nossa, paradigma.... A princípio parece ser uma palavra moderna, um conceito moderno que inventaram para falar de coisas que temos dentro de nós e que tem de ser quebradas..."quebra de paradigmas", mas esse conceito nada mais é do que aquilo que está estabelecido dentro de nós e nos controla. São crenças arraigadas sobre as coisas são ou deveriam ser. São formados no início da nossa existência. Nos primeiros anos de vida é quando são construídos mais ativamente. São sistemas de controle. O Bob Proctor fala de forma muito interessante, sendo ele especialista em paradigmas. Diz que o paradigma controla quase tudo o que nós fazemos. Todos os nossos resultados são frutos deles. É um paradoxo, se você tem resultados ruins é por conta dos seus paradigmas. 

TÂNIA: __ Lembrando do vídeo: o primeiro burrinho... Ele fica insistindo em uma forma, em quebrar a cerca, como se quisesse atravessar. O padrão mais conhecido. Vemos as moscas quando entram pela janela e não conseguem sair. Já o outro burrinho, observa e resolve, com o detalhe, de que deixa todos os outros dois passarem primeiro. Fica por último. Podemos identificar três atitudes em cada um deles: um tenta resolver por tentativa e erro, o outro observa e, depois, resolve e há ainda o que só fica esperando a solução e segue em frente... risos. Uma metáfora, não é? Todos os três burrinhos, estão dentro da gente. Um o inconsciente, o teimoso e o outro o consciente, o observador, proativo.

SHIGUERU: __ Pois é... Então, o que fazer? Como quebrar? Como se reprogramar já que os resultados estão ruins como no caso do primeiro burrinho? Se você tem péssimos paradigmas? É muito difícil fazer isso sozinho. A não ser que exista uma consciência disso. Conheça os princípios do consciente, do inconsciente e utilize a imaginação, a abstração para resolver e não ficar dando murro em ponta de faca. Mas, em geral as pessoas não sabem. Elas conhecem o problema mas não tem o conhecimento que leva a mudança. 

TÂNIA: __ Mas o que tem de ser feito?

SHIGUERU: __ Primeiro, ter consciência. Segundo, entender qual é o oposto daquele mal paradigma. Se você sabe que ele é ruim, assim deve saber, buscar saber, qual é o bom. Assim, escolhendo o bom, o correto, você vai trabalhar para que ele ocupe o espaço do mal paradigma.

TÂNIA: __ E como implantar um novo paradigma?

SHIGUERU: __ Repetição. É o mesmo princípio de aprendizados: pela dor, pela emoção, pela repetição. Então, tem que repetir e criar novos hábitos. E aí vem a terceira palavra mais importante. Lembrando: a primeira consciência, a segunda repetição (compreender o oposto/o correto) e a terceira é hábitos. Isso faz com os velhos passem para um segundo plano e o novo se instale no primeiro plano e comece a ditar os seus resultados. É mais ou menos isso. Recomendo o Bob Proctor. 

TÂNIA: __ Na próxima conversa, falaremos sobre as fábulas, ok? Qual a lição que você aprendeu? Como ela pode ser utilizada na vida cotidiana? Quais paradigmas quebrados diante de duas atitudes do burrinho "resolvedor" do problema?

SHIGUERU: __ OK! Vamos lá! Até a próxima conversa!

sábado, outubro 10

Onde está a falha no Sistema na formação do professor? Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos (Parte 1)

 

Onde está a falha no Sistema na formação do professor?  

Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos



Continuando as conversas com os meus amigos e amigas pelo whatsapp, fiz a seguinte pergunta para Nivaldo Ferreira dos Santos. É um dos caras mais sérios, comprometidos e inteligentes que conheço.

Neste artigo, vamos começar uma análise histórica de algumas "falhas no sistema"!

Entenda, o mundo está uma muV.U.C.A. e não é possível  ter um diálogo raso. Ao mesmo tempo, temos de observar o passado dos últimos trinta anos como um farol para compreendermos e encontrarmos soluções.

Tive de dividir em 3 partes a nossa conversa, ok? 
Sendo que, na terceira, darei o currículo completo e detalhado do Nivaldo.

TÂNIA: __Nivaldo, observando hoje a necessidade que o professor tem de trabalhar com aulas remotas em função da pandemia e, com aceleração da necessidade da tecnologia, como você avalia o modelo de gestão implantado há 30 anos atrás no que diz respeito às novas tecnologias na formação do professor? Se tivesse tido um bom modelo, os professores estariam passando o aperto que estão passando hoje?

Nivaldo:__ Considerando o contexto da educação e das tecnologias da informação em terras brasileiras, é importante registrar/lembrar que no final do século XX o Brasil estava recém-saído de uma ditadura militar que durou mais de 20 anos e que deixou suas sequelas nas mais diversas áreas, inclusive (e eu diria até principalmente) nos sistemas educacionais e no setor cultural, que está diretamente relacionado à educação e fazia parte do mesmo arcabouço jurídico-institucional (o Ministério da Educação e Cultura - MEC - não existe mais, atualmente são dois ministérios distintos: "Ministério da Educação" e "Secretaria Especial da Cultura", mas a sigla MEC continua sendo usada...).

Em relação às tecnologias da informação (atualmente inseridas no conceito de "tecnologias da informação e comunicação"), é importante lembrar/registrar também que até o início da década de 1990 o Brasil tinha uma política de "reserva de mercado" criada com a justificativa de desenvolver a tecnologia nacional, que acabou reforçando o "atraso tecnológico" já existente historicamente em relação aos "países do Primeiro Mundo".

Ou seja: no final do século XX o Brasil estava "atrasado" vários anos (talvez décadas) em relação aos países considerados mais avançados no que diz respeito às tecnologias da informação.
Vale lembrar que a maioria dessas tecnologias foi desenvolvida nas universidades norte-americanas, europeias e da antiga União Soviética a partir de meados do século XX e o Brasil só passou a ter acesso a esse mercado na década de 1990.

Final da parte 1.

 


Paradoxo: Quem toma as decisões sobre o futuro das crianças em sua casa? Série etnografia digital

 Quem toma as decisões sobre o futuro das crianças em sua casa? 

Série etnografia digital



Obediência e insegurança passou a ser uma característica das crianças "bobonas" nas famílias?

Fazendo uma divulgação porta a porta do meu novo curso "Oratória e Escrita Criativa" ouvi a seguinte frase de um pai amigo e professor que me deixou com uma "pulga atrás da orelha". 

Ele falou impulsivamente: __ Meu filho é que sabe! 

Ele  se deu conta da resposta, pediu desculpas e nos despedimos. Fiquei muito triste por dois motivos: 

  • por ele ter ficado sem jeito depois que se deu conta da resposta 
  • por eu não querer o filho dele como aluno. 

Meu público-alvo deve ser de crianças e adolescentes disciplinadas e obedientes, exatamente por saber como é difícil falar bem em público. Interessadas. Criativas. Legais. Não reizinhos que acham que sabem decidir tudo. 

Estabeleço uma relação de confiança e discrição. 

Mas entenda os meus motivos:

  • O produto do curso começa a ser delineado com um assunto que interessa ao meu cliente, ele deve manter uma fidelidade de seis meses e virar praticamente um pesquisador do tema que escolheu
  • Montaremos um modelo de negócio da área "Conhecimento e Humanidades"
  • Até o final, produziremos um e-book com ficha catalográfica, ISBN e código de barras.

Ou seja, será que meu público é de crianças "bobonas", como eu fui na minha infância, meus irmãos e vários colegas que são amigos e amigas até hoje? Todos nós, que fomos bobões hoje, somos adultos legais e que tem um equilíbrio na vida nas dimensões mais importantes: espiritual, mental e emocional.

Em tempo, ser bobão na nossa época era não ter resposta para tudo, nem na ponta da língua. A gente podia ser inseguro. A mãe da gente não dava tudo que queríamos por que previa as etapas de crescimento, via bem à frente, tinha de planejar o nosso futuro. 

E, além disso, a coitada tinha de dar conta de tudo na casa e ainda amar a gente:



 Éramos introvertidos. E sabíamos que poderíamos confiar nos adultos que nos criavam e educavam. Roupa não tinha como escolher, pois as famílias eram enormes e passavam de uma irmão para outro. 

Mas a questão aqui, não é voltar no tempo. Trabalho com tecnologia e não me acho melhor do que ninguém, pelo contrário, gostaria de ficar menos diante da tela, principalmente por que trabalho remotamente. 

Tenho lido mais romances. Voltei a colorir. Fico brincando de cantora em um aplicativo de karaokê chamado "Smule", tenho um projeto de áudios em outro aplicativo chamado "Anchor", brinco com "avatares"..., portanto, meu problema nunca será tecnologia. Dou aulas para adultos migrantes digitais. Gosto de tudo que faço, mas 

Até a minha área de formação mudou, nas ciências sociais falávamos de etnografia, agora até ela é digital. É! Etnografia Digital.

E o que temos visto são pais obedientes... Ou será que eles são os novos "bobões"?

Realmente, temos um paradoxo!


quinta-feira, outubro 8

Será que todos os professores tem mesmo propósito? Conversas sobre Educação Tecnológica com Nivaldo Ferreira dos Santos

 Qual será o propósito maior de um Educador? 

Conversas sobre Educação Tecnológica com Nivaldo Ferreira dos Santos


O Nivaldo é um dos caras mais legais que eu conheço. É um amigo de faculdade. É um cara que tem propósito. Com ele descobri como uma professor com propósito consegue alcançar vitórias diárias. É uma questão de compromisso. Estamos sempre trocando ideias sobre coisas que devemos fazer para melhorar a qualidade da educação de onde estamos.

E você? Se considera um educador? Se for, qual o seu propósito? 

Acredito que se você tem o propósito de melhorar a educação no país gostará de saber a urgência de entender as políticas públicas para a educação tecnológica e agir. Pare de esperar! Entenda e siga em frente! Aprenda como tornar as aulas online melhores e faça isso! Não se trata do seu "EU", do seu "EGO" e sim da sua visão de prestar o melhor serviço. Se você é um educador aprenderá o que for necessário para garantir a qualidade do seu trabalho. Atitude!

Vou compartilhar com vocês um trecho do texto que ele me enviou para me ajudar com o meu TCC do curso de Gestão Escolar e Alfabetização Tecnológica para Imigrantes Digitais! 

Quero compartilhar com você! 

NIVALDO: Considerando o contexto da educação e das tecnologias da informação em terras brasileiras, é importante registrar/lembrar que no final do século XX o Brasil estava recém-saído de uma ditadura militar que durou mais de 20 anos e que deixou suas sequelas nas mais diversas áreas, inclusive (e eu diria até principalmente) nos sistemas educacionais e no setor cultural, que está diretamente relacionado à educação e fazia parte do mesmo arcabouço jurídico-institucional (o Ministério da Educação e Cultura - MEC - não existe mais, atualmente são dois ministérios distintos: "Ministério da Educação" e "Secretaria Especial da Cultura", mas a sigla MEC continua sendo usada...).
Em relação às tecnologias da informação (atualmente inseridas no conceito de "tecnologias da informação e comunicação"), é importante lembrar/registrar também que até o início da década de 1990 o Brasil tinha uma política de "reserva de mercado" criada com a justificativa de desenvolver a tecnologia nacional, que acabou reforçando o "atraso tecnológico" já existente historicamente em relação aos "países do Primeiro Mundo".Ou seja: no final do século XX o Brasil estava "atrasado" vários anos (talvez décadas) em relação aos países considerados mais avançados no que diz respeito às tecnologias da informação.
Vale lembrar que a maioria dessas tecnologias foi desenvolvida nas universidades norte-americanas, europeias e da antiga União Soviética a partir de meados do século XX e o Brasil só passou a ter acesso a esse mercado na década de 1990.
Isso fez com que a discussão sobre o uso e a aplicação das tecnologias nas atividades educacionais também ocorresse aqui no Brasil com um atraso considerável em relação a outros países e certamente influenciou as decisões e ações relacionadas à aplicação da tecnologia na educação e também ao desenvolvimento das estruturas necessárias à disseminação desses recursos nos mais diversos setores da nossa sociedade. (...)E não nos faltaram alertas e fontes de informação e pesquisa - como exemplo, lembro de uma série de discussões que desenvolvemos nos primeiros anos do século XXI, por meio de parceria entre professores da Funcesi e da FUNCEC (Fundação Comunitária Educacional e Cultural), de João Monlevade/MG (com destaque especial para ao Professor José Teófilo de Carvalho, que desenvolveu naquela época sua dissertação de mestrado em "Educação Tecnológica"), nas quais usamos como uma das nossas referências o "Livro Verde - Sociedade da Informação no Brasil", de 2000, elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (disponível em https://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-69536/sociedade-da-informacao-no-brasil---livro-verde).


 


Como não desviar dos seus objetivos? A não-resistência como mestra. Shigueru Watanabe

 Como não desviar dos seus objetivos? 

Cultura japonesa e a não-resistência como mestra. 





Conversas com Shigueru Watanabe

Nessa conversa com Shigueru falamos da lei da Não-resistência. Ao final dela, compreendi por que o povo japonês suporta terremotos, é capaz de se refazer após o ataque de uma bomba atômica. Essa cultura milenar tem muito a nos ensinar....

SHIGUERU: A Lei da não-resistência é aquela que faz com que as pessoas não se desviem dos seus objetivos! Tudo o que é novo. Tudo o  que você vai fazer se não houver resistência é por que é algo que você já sabe fazer. E aí não tem graça. Nada muda. Não encontrar resistência é um sinal de que o caminho pode estar errado. Agora, quando você encontra é para brigar com ela? Não! Contorne. Assim como a água contorna um bloqueio não é? A água faz o quê, contorna... Uma pedra por exemplo! A lei da não-resistência, portanto, é não resistir à resistência. É uma condição do ser humano: resistir ou fugir, não é assim? A gente tem de aprender contornar a resistência, a pedra. Então, quando encontrar algum obstáculo para conquistar seus objetivos, observe, contorne rapidamente.

 

https://www.pensador.com/frase/MTY5NzIwOQ/

Mas porque não resistir? Por que se fizer isso, você para! E no mundo que a gente vive hoje, principalmente quando se trata de negócios, toda vez que se encontra um problema, alguma coisa, o empreendedor tem de ser rápido em contornar. Esse ensino é importante e é uma filosofia japonesa. Por que os japoneses são tão zens? Por que conseguem ser tão controlados? Por que não resistem à resistência. Seguem em frente. 



"A arte de equilibrar pedras esteve presente em muitos momentos da história da humanidade e sua prática espiritual não se trata apenas do empilhamento das mesmas, mas do entendimento dos processos naturais (internos e externos), através da desconexão com o ego para a conexão com o todo, proporcionada pela meditação. Ao silenciar a mente e se colocar presente no momento você, automaticamente, acessa sua sensibilidade e compreende que tudo está interligado, não havendo dentro ou fora." Fonte>https://blog.artesintonia.com.br/2019/02/25/rock-balancing/

 

 


Curso: Receptivo Afroturismo Mineiro

"Ao participar do curso sob a perspectiva do Afroturismo em cidades mineradoras como Itabira é espreitar um exercício que chamo de...