domingo, outubro 11
sábado, outubro 10
Onde está a falha no Sistema na formação do professor? Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos (Parte 1)
Onde está a falha no Sistema na formação do professor?
Conversas com Nivaldo Ferreira dos Santos
TÂNIA: __Nivaldo, observando hoje a necessidade que o professor tem de trabalhar com aulas remotas em função da pandemia e, com aceleração da necessidade da tecnologia, como você avalia o modelo de gestão implantado há 30 anos atrás no que diz respeito às novas tecnologias na formação do professor? Se tivesse tido um bom modelo, os professores estariam passando o aperto que estão passando hoje?
Nivaldo:__ Considerando o contexto da educação e das tecnologias da informação em terras brasileiras, é importante registrar/lembrar que no final do século XX o Brasil estava recém-saído de uma ditadura militar que durou mais de 20 anos e que deixou suas sequelas nas mais diversas áreas, inclusive (e eu diria até principalmente) nos sistemas educacionais e no setor cultural, que está diretamente relacionado à educação e fazia parte do mesmo arcabouço jurídico-institucional (o Ministério da Educação e Cultura - MEC - não existe mais, atualmente são dois ministérios distintos: "Ministério da Educação" e "Secretaria Especial da Cultura", mas a sigla MEC continua sendo usada...).
Em relação às tecnologias da informação (atualmente inseridas no conceito de "tecnologias da informação e comunicação"), é importante lembrar/registrar também que até o início da década de 1990 o Brasil tinha uma política de "reserva de mercado" criada com a justificativa de desenvolver a tecnologia nacional, que acabou reforçando o "atraso tecnológico" já existente historicamente em relação aos "países do Primeiro Mundo".
Ou seja: no final do século XX o Brasil estava "atrasado" vários anos (talvez décadas) em relação aos países considerados mais avançados no que diz respeito às tecnologias da informação.
Vale lembrar que a maioria dessas tecnologias foi desenvolvida nas universidades norte-americanas, europeias e da antiga União Soviética a partir de meados do século XX e o Brasil só passou a ter acesso a esse mercado na década de 1990.
Final da parte 1.
Paradoxo: Quem toma as decisões sobre o futuro das crianças em sua casa? Série etnografia digital
Quem toma as decisões sobre o futuro das crianças em sua casa?
Série etnografia digital
Obediência e insegurança passou a ser uma característica das crianças "bobonas" nas famílias?
Fazendo uma divulgação porta a porta do meu novo curso "Oratória e Escrita Criativa" ouvi a seguinte frase de um pai amigo e professor que me deixou com uma "pulga atrás da orelha".
Ele falou impulsivamente: __ Meu filho é que sabe!
Ele se deu conta da resposta, pediu desculpas e nos despedimos. Fiquei muito triste por dois motivos:
- por ele ter ficado sem jeito depois que se deu conta da resposta
- por eu não querer o filho dele como aluno.
Meu público-alvo deve ser de crianças e adolescentes disciplinadas e obedientes, exatamente por saber como é difícil falar bem em público. Interessadas. Criativas. Legais. Não reizinhos que acham que sabem decidir tudo.
Estabeleço uma relação de confiança e discrição.
Mas entenda os meus motivos:
- O produto do curso começa a ser delineado com um assunto que interessa ao meu cliente, ele deve manter uma fidelidade de seis meses e virar praticamente um pesquisador do tema que escolheu
- Montaremos um modelo de negócio da área "Conhecimento e Humanidades"
- Até o final, produziremos um e-book com ficha catalográfica, ISBN e código de barras.
Ou seja, será que meu público é de crianças "bobonas", como eu fui na minha infância, meus irmãos e vários colegas que são amigos e amigas até hoje? Todos nós, que fomos bobões hoje, somos adultos legais e que tem um equilíbrio na vida nas dimensões mais importantes: espiritual, mental e emocional.
Em tempo, ser bobão na nossa época era não ter resposta para tudo, nem na ponta da língua. A gente podia ser inseguro. A mãe da gente não dava tudo que queríamos por que previa as etapas de crescimento, via bem à frente, tinha de planejar o nosso futuro.
E, além disso, a coitada tinha de dar conta de tudo na casa e ainda amar a gente:
Éramos introvertidos. E sabíamos que poderíamos confiar nos adultos que nos criavam e educavam. Roupa não tinha como escolher, pois as famílias eram enormes e passavam de uma irmão para outro.
Mas a questão aqui, não é voltar no tempo. Trabalho com tecnologia e não me acho melhor do que ninguém, pelo contrário, gostaria de ficar menos diante da tela, principalmente por que trabalho remotamente.
Tenho lido mais romances. Voltei a colorir. Fico brincando de cantora em um aplicativo de karaokê chamado "Smule", tenho um projeto de áudios em outro aplicativo chamado "Anchor", brinco com "avatares"..., portanto, meu problema nunca será tecnologia. Dou aulas para adultos migrantes digitais. Gosto de tudo que faço, mas
Até a minha área de formação mudou, nas ciências sociais falávamos de etnografia, agora até ela é digital. É! Etnografia Digital.
E o que temos visto são pais obedientes... Ou será que eles são os novos "bobões"?
Realmente, temos um paradoxo!
quinta-feira, outubro 8
Será que todos os professores tem mesmo propósito? Conversas sobre Educação Tecnológica com Nivaldo Ferreira dos Santos
Qual será o propósito maior de um Educador?
Conversas sobre Educação Tecnológica com Nivaldo Ferreira dos Santos
NIVALDO: Considerando o contexto da educação e das tecnologias da informação em terras brasileiras, é importante registrar/lembrar que no final do século XX o Brasil estava recém-saído de uma ditadura militar que durou mais de 20 anos e que deixou suas sequelas nas mais diversas áreas, inclusive (e eu diria até principalmente) nos sistemas educacionais e no setor cultural, que está diretamente relacionado à educação e fazia parte do mesmo arcabouço jurídico-institucional (o Ministério da Educação e Cultura - MEC - não existe mais, atualmente são dois ministérios distintos: "Ministério da Educação" e "Secretaria Especial da Cultura", mas a sigla MEC continua sendo usada...).
Em relação às tecnologias da informação (atualmente inseridas no conceito de "tecnologias da informação e comunicação"), é importante lembrar/registrar também que até o início da década de 1990 o Brasil tinha uma política de "reserva de mercado" criada com a justificativa de desenvolver a tecnologia nacional, que acabou reforçando o "atraso tecnológico" já existente historicamente em relação aos "países do Primeiro Mundo".Ou seja: no final do século XX o Brasil estava "atrasado" vários anos (talvez décadas) em relação aos países considerados mais avançados no que diz respeito às tecnologias da informação.
Vale lembrar que a maioria dessas tecnologias foi desenvolvida nas universidades norte-americanas, europeias e da antiga União Soviética a partir de meados do século XX e o Brasil só passou a ter acesso a esse mercado na década de 1990.
Isso fez com que a discussão sobre o uso e a aplicação das tecnologias nas atividades educacionais também ocorresse aqui no Brasil com um atraso considerável em relação a outros países e certamente influenciou as decisões e ações relacionadas à aplicação da tecnologia na educação e também ao desenvolvimento das estruturas necessárias à disseminação desses recursos nos mais diversos setores da nossa sociedade. (...)E não nos faltaram alertas e fontes de informação e pesquisa - como exemplo, lembro de uma série de discussões que desenvolvemos nos primeiros anos do século XXI, por meio de parceria entre professores da Funcesi e da FUNCEC (Fundação Comunitária Educacional e Cultural), de João Monlevade/MG (com destaque especial para ao Professor José Teófilo de Carvalho, que desenvolveu naquela época sua dissertação de mestrado em "Educação Tecnológica"), nas quais usamos como uma das nossas referências o "Livro Verde - Sociedade da Informação no Brasil", de 2000, elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (disponível em https://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-69536/ sociedade-da-informacao-no- brasil---livro-verde).
Como não desviar dos seus objetivos? A não-resistência como mestra. Shigueru Watanabe
Como não desviar dos seus objetivos?
Cultura japonesa e a não-resistência como mestra.
Conversas com Shigueru Watanabe
Nessa conversa com Shigueru falamos da lei da Não-resistência. Ao final dela, compreendi por que o povo japonês suporta terremotos, é capaz de se refazer após o ataque de uma bomba atômica. Essa cultura milenar tem muito a nos ensinar....
SHIGUERU: A Lei da não-resistência é aquela que faz com que as pessoas não se desviem dos seus objetivos! Tudo o que é novo. Tudo o que você vai fazer se não houver resistência é por que é algo que você já sabe fazer. E aí não tem graça. Nada muda. Não encontrar resistência é um sinal de que o caminho pode estar errado. Agora, quando você encontra é para brigar com ela? Não! Contorne. Assim como a água contorna um bloqueio não é? A água faz o quê, contorna... Uma pedra por exemplo! A lei da não-resistência, portanto, é não resistir à resistência. É uma condição do ser humano: resistir ou fugir, não é assim? A gente tem de aprender contornar a resistência, a pedra. Então, quando encontrar algum obstáculo para conquistar seus objetivos, observe, contorne rapidamente.
Mas porque não resistir? Por que se fizer isso, você para! E no mundo que a gente vive hoje, principalmente quando se trata de negócios, toda vez que se encontra um problema, alguma coisa, o empreendedor tem de ser rápido em contornar. Esse ensino é importante e é uma filosofia japonesa. Por que os japoneses são tão zens? Por que conseguem ser tão controlados? Por que não resistem à resistência. Seguem em frente.
"A arte de equilibrar pedras esteve presente em muitos momentos da história da humanidade e sua prática espiritual não se trata apenas do empilhamento das mesmas, mas do entendimento dos processos naturais (internos e externos), através da desconexão com o ego para a conexão com o todo, proporcionada pela meditação. Ao silenciar a mente e se colocar presente no momento você, automaticamente, acessa sua sensibilidade e compreende que tudo está interligado, não havendo dentro ou fora." Fonte>https://blog.artesintonia.com.br/2019/02/25/rock-balancing/
terça-feira, outubro 6
O mestre Japonês e a xícara de chá! Conversas sobre Prosperidade, Sacrifício e Vácuo ( Shigueru Watanabe)
O mestre Japonês e a xícara de chá!
Conversas sobre Prosperidade, Sacrifício e Vácuo
( Shigueru Watanabe)
E então? Você já esvaziou a sua xícara para deixar a vida nova chegar?
Vamos a mais uma conversa via whatsapp com Shigueru Watanabe.
TÂNIA: Olá Shigueru! Estava ontem assistindo ao Bob Proctor e vi que ele falou sobre a lei do sacrifício. O que acha dessa lei?
SHIGUERU: Ei Tânia! Uma linda semana para você! Vamos lá! "A lei do sacrifício é importante praticamente em tudo, não é? E dentro do sacrifício tem um princípio da prosperidade: é o que mais para mim faz muito sentido "o vácuo". O que é o vácuo da prosperidade? Para você obter algo você tem que abrir um espaço. Não adianta querer se você não abrir espaço, liberar. Para você adquirir um bem, ter algo grande, você tem de abrir mão de alguma coisa pra receber. É incrível, fantástico. Quando eu entendi esse princípio muita coisa fez sentido para mim. E aí vem uma filosofia japonesa que é a da "Xícara cheia". O mestre dizia para o seu discípulo: Esvazie a xícara!"
Aproveito e trago a lenda para você:
O Mestre Chinês e a Xícara de Chá
Muitas pessoas conhecem a história de Nan-in, um mestre zen chinês que viveu na era Meiji (1868-1912). Um dia, um professor universitário foi visitá-lo. Ele estava intrigado com a influência que esse mestre exercia nos jovens e da forma como era admirado por sua sabedoria, sensatez, prudência e simplicidade.
Este professor era interessado no Zen Budismo e já havia lido muitos livros a respeito. Durante a conversa, o professor interrompia o mestre com frequência para impor suas convicções, mostrando sua incapacidade de ouvir e aprender as sábias lições que o mestre Nan-in tentava passar através de sua experiência.
Neste momento, o mestre ofereceu-lhe um chá e o serviu com toda calma desse mundo. E mesmo após a xícara estar cheia, o mestre continuou derramando o chá sobre a xícara. O professor não se conteve: “Por acaso, não percebeu que a xícara está completamente cheia e que já não cabe mais nenhuma gota?”
O mestre então, parou de derramar o chá sobre a xícara e disse calmamente: “Assim como esta xícara, o senhor está cheio de opiniões e conceitos pré-estabelecidos. Desta forma, como poderia entrar um novo ensinamento? Como poderei dar-lhe novas ideias e perspectivas, se você não tem espaço pra elas?”
Em seguida, o mestre fez uma pausa por um breve momento e disse-lhe com olhar compreensivo, porém firme: “Se você realmente busca ter conhecimento constante, então tem que esvaziar sempre a sua xícara”. O aluno olhou o mestre perplexo e só então percebeu a veracidade que havia naquelas sábias palavras.
E aí? Preparado para esvaziar sua xícara?
Fonte: https://www.japaoemfoco.com/esvazie-sua-xicara-filosofia-zen/ consulta em 06/10/2020
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