O processo criativo de cada escritor, escritora é diferente. No meu caso, sempre vejo como uma experiência coletiva de um lado e de uma profunda e obstinada pesquisa sobre minhas personagens e suas conexões do outro. Só é possível viver em rede, de forma que ponto a ponto (como o braille) a gente vá desvelando, revelando caminhos.
O livro infantil em Braille "Distinta e Tirésias, o seu gato-guia", aponta o tempo todo para a escuta, para o desconforto, para o desafio sobre o outro e nossa capacidade de conexão.
Com um assunto tão sensível que narra a história de uma menina de 7 anos de idade, deficiente visual, tem suscitado a necessidade de repensar como transformar a questão da acessibilidade em uma reflexão de todos, de toda a sociedade.
Nesse processo, busquei compreender a história pelo olhar da mãe.Assim, para fomentar reflexões fundamentais, chamei algumas amigas para me ajudarem na seguinte provocação:
"Como criar estratégias para a mãe de Distinta planejar um caminho de ida e volta, da casa-escola-casa, sem se perder em si mesma, para a filha?"
"Como garantir para a filha o máximo de autonomia? Como criar, ponto a ponto, um roteiro para que o caminho seja o mais tranquilo possível?"
Vamos ver as dicas de Marina de Jesus Leite.
As minhas estratégias seriam:
1) perfazer o caminho até a escola e conhecer os arredores para ver qual o mais fácil/acessível
2) depois faria o caminho com a Distinta identificando alguns pontos de referência
3) conhecer o pessoal da escola para criar um vínculo de empatia/confiança
4) acompanhar a filha até ela se formar

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe aqui sua sugestão, perguntas ou comentários. Grata pela visita!