segunda-feira, março 2

A Jornada do Herói e os Rituais de passagem: ações formativas de acolhimento da criança com deficiência visual na escola nos primeiros anos

 

Segundo Joseph Campbell, em sua obra "O Herói de Mil Faces", identifica que os  rituais fazem parte de uma estrutura básica da vida social e psicológica, especialmente na transição da infância para a idade adulta, e são o cerne da "Jornada do Herói" ou a visão ampliada do Monomito: separação-iniciação-retorno. O autor que se debruçou sobre o tema, citado por Campbell em seus anos de pesquisa sobre o assunto foi Van Gennep, que em 1906 publicou o clássico Os Ritos de Passagem. 

Histórias são repositórios de MITOS e ampliam a capacidade de utilizarmos recursos da  narratologia, da semiótica, da ludologia e  da gramática dos símbolos nos processos de interação com o ambiente escolar.  


 

"Os velhos mestres sabiam do que falavam. Uma vez que tenhamos aprendido a linguagem simbólica, basta apenas o talento de um organizador de antologias para permitir que seu ensinamento seja ouvido." p. 11. CAMPBELL, 2007. 

 

 Os rituais de passagem, como o ingresso na escola ou a transição para novas etapas de aprendizagem, constituem momentos de grande impacto emocional na vida das crianças. Para meninas e meninos com deficiência visual, esses momentos demandam atenção especial, pois envolvem não apenas o conhecimento do ambiente e das rotinas escolares, mas também o desenvolvimento de vínculos afetivos e a construção de autonomia em meio a mudanças. 

 Projetos que utilizam artes integradas e rodas terapêuticas adaptadas oferecem uma alternativa eficaz para tornar essas transições mais significativas e acolhedoras, promovendo o reconhecimento das emoções, a expressão de sentimentos e o fortalecimento das relações com colegas e educadores.

 As artes integradas como uma das áreas de conhecimento nas subcategorias de propostas culturais  desempenham um papel fundamental nos projetos culturais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) por permitirem a união de diferentes linguagens artísticas — como teatro, dança, música, artes visuais, audiovisual e literatura — em uma mesma proposta.

https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/historia-griots-contadores-de-historias-da-africa-antiga.phtml
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Já a interação por processos que mesclam diversas práticas de inserção da criança no mundo dos adultos tem outros nomes, contemporaneamente, podem ser chamados  de arteterapia, musicoterapia, contação de histórias, saberes ancestrais (indígenas e africanos) e a participação de mestres e mestras dialogam  com as premissas da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB)  são fundamentais para a democratização do acesso, valorização da diversidade, e promoção da cidadania e saúde mental através da cultura e, mais importante: a sensação de PERTENCIMENTO.

Assim, ao lidar com esses vários elementos que não são tão somente  artísticos, mas ferramentas pedagógicas que estimulam o fortalecimento da identidade brasileira criando uma ponte entre educação e cultura. No contexto da PNAB, que visa democratizar o acesso e valorizar a diversidade cultural, essa abordagem interdisciplinar é crucial para fortalecer a identidade cultural, promover a inclusão social e incentivar a inovação nos projetos.
 
Por Lúcia Tânia Augusto 
Epocriativa- Escritório de Projetos de Arte e Cultura 
 

 

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