domingo, junho 6
sábado, maio 29
quarta-feira, abril 14
Dependência Tecnológica: aumento do risco de exclusão dos imigrantes digitais dentro do mercado de trabalho.
Tem me preocupado muito perceber aspectos instigantes do novo perfil de meus alunos e alunas com mais de 35 anos (imigrantes digitais) durante os cursos e eventos online.
A dependência tecnológica está se tornando crônica. Eles não se acham capazes de resolver problemas corriqueiros e fundamentais do dia a dia. O que essa atitude provoca é uma subutilização da experiência de vida e um exagero na delegação de tarefas que poderiam ser perfeitamente executadas por eles.
O maior mal é o bloqueio dos próprios sonhos. Aqueles que precisam alcançar e estão relacionadas às competências tecnológicas que seja uma promoção, um emprego melhor, um contato mais sereno com o setor de TI...
Muito pode ser feito pelo sistema de recrutamento, seleção e treinamento das empresas que, por vezes, estas fecham os olhos para a falta de preparo e não investem em treinamentos.
Mas, se o problema fosse somente este seria bem solucionável.
O hiato está na crença de que a idade é pré-requisito para o aprendizado no "novo".
Assim, canais de expressividade mais ágeis perdem-se. O contato fica mais lento. A solução de problemas desacelera. e.
Depois de mais de dois anos brigando com essa realidade, resolvi criar o Curso de Educação Tecnológica para Imigrantes Digitais e escrever um livro, em parceria com amigos, sobre o assunto.
Devemos observar os 4 limiares (portais) nessa jornada:
1º Desvalorização da experiência de vida anteriores às novas tecnologias quando observa-se não o caráter mas as habilidades com as ferramentas. Este fator aumenta o risco erros, perdas na produtividade e aumenta o stress nas relações interpessoais.
2º Desconhecimento da Netiqueta, ou seja, a cultura corporativa diante das diferenças entre gerações, os códigos e os valores integrados à comunicação entre os pares de forma horizontal e vertical.
3º Desequilíbrio emocional quando diante de situações que se apresentam diante das mudanças constantes e atualização de softwares, provocando uma certa "cegueira". Este é o limiar principal e mais difícil de transpor;
4º A prática em si, em todas as áreas da vida, adequando cada tecnologia às necessidades. Ou seja, volte às três etapas anteriores se não foram diagnosticadas no processo.
Além disso, há ainda uma falsa ideia de que para lidar com o mundo virtual deverá haver um certo afastamento de alguns valores e crenças corretos que estão acima de qualquer dúvida quanto a validade: a tal "humanidade".
Essa mitificação associa também aos nativos digitais a maior competência, o que nem sempre é uma verdade, provocando ruídos de comunicação e desnivelamento de tempos de aprendizado entre as gerações.
Nesse ambiente de separatividade, que não favorece essa migração entre os mundos e interação estamos nós, professores de adultos, batalhando pela autoestima dos nossos alunos dentro dos cursos.
Portanto, o prejuízo causado é invisível, mas profundo. Se não houver uma desaceleração para compreender esses projetos ficará cada vez mais difícil de solucionarmos.
Lucia Tania Augusto
sábado, março 27
O medo de falar em público e padrões de negatividade: malhando o ego...
Não importa a idade, o sexo, a posição social ou características físicas.
Não importa também o contexto: entrevista de emprego, relacionamento amoroso, apresentação de trabalho escolar ou apresentação de produtos ou serviços, pedido de aumento, de casamento, ou término...
A equação é a mesma: se você for tímido tende a sofrer muito e reforçar atitudes destrutivas quando se expressa em público. Sozinho também.
O foco é um padrão de oralidade e narrativas que tem a raiz no reforço negativo.
O tímido não precisa de ninguém para desqualificá-lo. A solução, portanto, é mudar este padrão. Trata-se só de um monitoramento da "comunicação intra e interpessoal". Ou seja, autoconhecimento e uma decisão de mudar.
Por que isso?
Por que todo o desconforto na comunicação interpessoal tem, na raiz, a timidez: o temor. A palavra timidez, vem do latim - timere- aquele que teme. São pessoas saudáveis, capazes de feitos fantásticos, mas que tem um padrão de expressão desarticulado. Para quem não a conhece com mais profundidade passa-se uma imagem totalmente conflituosa, insegura e indecisa. Parece e, só "parece" um fracassado ou fracassada. Ou seja, trata-se da imagem, não da essência da pessoa.
Este sofrimento retroalimenta as suas convicções. E, sinceramente? Não, este recurso não é finito. Renova-se todo dia. É uma corrida do cachorro atrás do rabo. Está tudo dentro da cabeça do dita, da dita. Existe uma bengala emocional que sustenta as mesmas relações para ninguém desviar deste padrão.
Com estas características é importante que o professor trabalhe a potência, o que a pessoa tem de melhor e suas forças. Lembre-se: este perfil tende a ser bem cruel consigo mesmo. Não precisa de mais ninguém para fazer isso.
Outra característica interessante é, não só se negar a receber qualquer elogio, como reagir de forma agressiva e desconsiderar veementemente. Saiba que reforçar autoimagem negativa, gera um certo orgulho, do tipo, essa dor já conheço. Há uma coleta de "evidências" das suas crenças o tempo todo, incessantemente, sozinho ou acompanhado.
Isso traz um conflito enorme para seu meio social, principalmente, entre as pessoas que lhe querem bem e sabem das suas potencialidades.
Se não houver uma mudança de padrão de pensamento de negativo para positivo é como desejar perder peso e não cuidar da educação alimentar e se negar fazer atividades físicas.
Algumas sugestões, lembrando a máxima do Austin Kleon: "Todo conselho é autobiográfico." Estou sugerindo por que ainda, todos os dias, vivencio isso. Lembre-se sempre dos estudos sobre hábitos: você não elimina um hábito ruim, na verdade, o que faz é criar e reforçar bons hábitos que se sobreponham a ele. Repito, não afirmo como psicóloga, não sou. Digo isso, como tímida que se policia todos os dias.
Ah! Antes uma premissa básica: quanto mais tímido, mais tempo deve seguir as orientações abaixo, ok? O tempo de dedicação deve ser proporcional às dificuldades de eliminar a negatividade.
Portanto, sugiro a autoeducação com o propósito de se transformar em quem deseja na proporção certa:
-Primeiro hábito é: silencie. Isso mesmo! Cale a boca! Seu discurso você mesmo e todos da sua convivência conhece de cor. Surpreenda e sorria. Ótimo! Estrelinha se conseguir só fazer isto. Posto isso, ensaie como irá agir diante da sua mudança perante os outros? É só observar-se, respirar e tomar deste momento maravilhoso. Libertação pura! Consciência de um estado corporal diferente. Não é mais medo, é frisson... A partir dai, anote, diariamente, os elogios recebidos. Poupança emocional. Tipo um fundo de reserva. Quando cair no pecado da autodestruição pública, morda a língua e releia.
-Em segundo lugar, busque referências de pessoas autoconfiantes e positivas em canais acessíveis do seu dia a dia. Pode ser escondido. Mas busque pessoas que tratam de assuntos que sejam do seu "Circulo de Competências"*. Pense em algo que você faz mesmo sem receber nada por isso. Em cada "travada" é melhor soltar uma risada e seguir em frente. Ele necessitará aprender sobre a etiqueta, a didática e o método. Você pode até mesmo imitar pessoas. Olha aí o repertório pessoal enriquecendo e aumentando. Decore frases, poesias, nomes e mais dados dessas pessoas. Dá-lhe mais reserva... AH! Não se esqueça de verificar também quando estas ficam em "saias justas"...
-Logo depois, vá ensinar o que aprendeu com elas em bate-papos e outras situações. Escreva. Ensaie como se fosse uma palestra. Finja que criou um método para que as pessoas aprendam, até descobrir nas suas pesquisas que não há de muito novo... Mas, pra começar essa ingenuidade ajuda.
-Por fim, escrever sobre os passos anteriores relatando os desafios, as conquistas, os medos e as pequenas vitórias.
-Vá aumentando as dificuldades, buscando mais variáveis etc etc
Esse processo é que chamamos de alinhamento dos repertórios pessoais, sociais, culturais que interagem o tempo todo. Mundo interno conectado o externo, essas polaridades geram um equilíbrio entre mensagem, meio e imagem.
Espero ter ajudado...
Lúcia Tânia Augusto - Professora
*"O Círculo de Competência é um conceito simples: cada um de nós, através da experiência ou de estudos, construiu conhecimento útil em alguma área da vida. Algumas dessas áreas são comuns à maioria das pessoas. Já outras exigem maior nível de especialização tanto para avaliar quanto para atuar." Fonte: ttps://www.profissaoatitude.com.br em 27 de março de 2021.
**Limiares são testes, portais de passagem de uma fase para outra da Jornada do Herói (Monomito). Uso deste termo utilizo de acordo com os estudos de Joseph Campbell. Leia "Herói de mil faces".
sexta-feira, março 26
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