segunda-feira, março 22

Escritores são como gatos ou o encontro com o arquétipo

Segundo Luiz Ruffato, "os escritores se identificam com os gatos, porque, como eles, esses felinos são introspectivos e amigos do silêncio." Nas minhas pesquisas sobre contação de histórias, narratologia e etnografia digital encontrei-me neste arquétipo (modelo). Não estou me comparando a escritores e escritoras já consagrados, porém precisava me harmonizar com esta nova carreira e escolhi o gato. Desde já, esclareço que não tenho nenhum bichano e nem desejo ter. Quem conhece o trabalho de Joseph Campbell e, seu mais fiel escudeiro, Christopher Vogler, sabe do quanto é precioso o conceito de arquétipo para a vida real, cotidiana. Jung, nos ensinou a contemplar não só o mundo racional, mas o simbólico. Ancorei a minha vontade nessa ideia: é preciso um arquétipo forte o suficiente para auxiliar na travessia. Pode ser uma mudança de carreira, uma nova forma de ver a vida, um novo amor, um desafeto que ronda a sua sanidade. O motivo não importa e, creio eu que está de bom tamanho.
==>Jung, em "O homem e os seus símbolos", afirma: "O animal, que é no homem a sua psique instintiva, pode tornar-se perigoso, quando não é reconhecido e integrado na vida do indivíduo. A aceitação da alma animal é a condição da unificação do indivíduo, e da plenitude do seu desabrochamento".http://blog-psique.blogspot.com/2011/03/o-animal-no-sonho.html em 22/03/2021.
==> Vogler, em "A jornada do escritor - Estruturas míticas para contadores de histórias e roteiristas" afirma: "Uma compreensão dessas forças é um dos elementos mais poderosos no baú de truques de um moderno contador de histórias" [...] "O conceito de arquétipo é ferramenta indispensável para se compreender o propósito ou função dos personagens em uma história." página 48, da edição 1997.
Percebi que para ser amiga das palavras, deveria ser amiga do silêncio, da noite e estabelecer outros ritmos. Mais feminina, mais macia porém, não menos selvagem. No gato:
" (...)a imagem evoca flexibilidade, disponibilidade para a transformação, plasticidade da conduta, da feminilidade, do mistério; Independência, é ele que nos escolhe... Se um gato aceitar seu carinho na certa você é um privilegiado, ou do contrário, ele foge e se encolhe...., a leitura do felino é direto na alma. - Numa abordagem psicológica diz-se que o animal irracional somos nós, as energias vitais do instinto que se agitam em nós, e que por vezes tomam o comando e nos controlam." Fonte: http://blog-psique.blogspot.com/2011/03/o-animal-no-sonho.html
O ritmo da casa com minha presença muda, agora. Nestes silêncios, contemplaçõe e percepção destes ritmos internos durante a escrita descobri minha diversidade, as tais sete vidas dos felinos. Minha impulsividade na diária na palavra falada se transformaria na imprevisibilidade na escolha das palavras para jorrar versos e prosas na tela em branco. Frisons, uma necessidade da aventura em que não cabe medo, só coragem. Esta descoberta foi feita pela minha opção por iniciar a minha carreira pelo verso, poesia, por meio do livro "Profana: Poesia de rua" Ah! E como me descobri vivenciando o arquétipo da gata? Por que cresci com a liberdade da rua à minha disposição. Não rua não se demonstra medo, quando você para, olha e se coloca com altivez as pessoas te respeitam. Rua não é lugar de demonstrar medo...A noite e a rua são amigas. Minha glandula pineal anda bem antenada com as fases da lua. Não me comprometo com a coerência, me fiz amiga dos mistérios... Há uma paciência na espera das palavras como brincar com uma bola lã. E o cheiro? Ah! O cheiro... risos Nessa ambiguidade latente: Cedo não é tão tarde, tarde ainda é muito cedo. Sou presença macia, desde que não cerceem a minha liberdade... Talvez seja assim mesmo ser escrita-felina: agressiva, torneada na rua, de raios de lua, se saio e não sei se volto mais. Depende. Dupla atenção: na vida cotidiana, na vida extraordinária, criativa. Os acessos sensíveis aos vários mundos que coabitam. Percebendo não somente o dito, mas principalmente o não-dito. Desdobramento... Nos textos sem vergonha de ser afetiva ponho-me a ronronrar... Leia alguns artigos interessantes sobre Escritores e Gatos (todas as consultas em 22/03/2021): 1.https://brasil.elpais.com/babelia/2020-02-17/de-balzac-a-cortazar-quem-sao-os-escritores-seduzidos-por-gatos.html 2.https://www.folhape.com.br/cultura/gatos-e-escritores-uma-relacao-de-afeto-e-inspiracao/150092/ 3.https://biblioteca.pucrs.br/curiosidades-literarias/voce-sabe-por-que-os-escritores-preferem-os-gatos/#:~:text=Na%20literatura%20os%20gatos%20sempre,do%20que%20%C3%A0%20sua%20fam%C3%ADlia.

domingo, janeiro 17

Tatuagem expressiva

Desenho no rosto por cima das linhas EXPRESSÃO Organizo os traços tatuo embaraços desvio a atenção idade vaidade verdade sentidos aguçados consentem miragens reflexos do eu embaça-se o orgulho desconjuro

Marketing de Relacionamento: Uma visão de uma feminina mente empreendedora

Sempre que penso na mente empreendedora feminina, me vem as palavras:amor, cuidado, intimidade, relacionamento interpessoal, carinho, "vontade de colocar no colo" e todas essas coisas legais que vão além do gênero (ser homem ou ser mulher) e que atinge o cerne do IN. Nos grupos de whatsapp e no relacionamento com o meu patrocinador. Shigueru Watanabe, tentava esconder uma luta interna do preconceito, do julgamento, da OPINIÃO e ser mais racional. (Um detalhe: voltei a jogar xadrez, a fazer exercícios e conversar com pessoas que confio sobre o negócio, para avaliar a oportunidade.) Valeram também os Nãos e os fracassos, suores e tremores... Me sentia viva fazendo as tarefas. Percebia algo de mágico: estava testando os meus conhecimentos sobre relacionamentos interpessoais, técnicas de abordagem, diálogos consistentes, defesa das minhas ideias. Como professora de História, Oratória e Contação de Histórias foi um intensivão. As habilidades mais difíceis, para mim, (cada um tem as suas)foram: aprender a escutar, ou escutar sem contestar, perder o preconceito de dizer que "fulano não tem perfil" e simplicar para duplicar. Putz! Era mais do que isso, resgatar relações, contar as novidades, ouvir as novidades, saber sobre como andava a vida, a família... Muito bom. Tão bom que me esquecia que era um negócio.kkk Nesse meio tempo, reli o livro "Como fazer amigos e influenciar pessoas" de Dalle Carnegie. O livro foi publicado pela primeira vez em 1937. Foi escrito exatamente no período pós queda da bolsa de 1929 com o intuito de servir como manual de treinamento de relacionamento pessoal nos Estados Unidos. Ainda iniciando neste negócio, vejo muito da alma feminina incrustada nele. Uma alma de águia que, na metade da vida, se renova para viver mais algumas décadas. No marketing de relacionamento tenho a oportunidade de começar de novo, com novos sonhos, novos desafios e novos olhares. Quebrando barreiras internas que não me deixavam voar. Termino com Frida Kahlo:

Curso: Receptivo Afroturismo Mineiro

"Ao participar do curso sob a perspectiva do Afroturismo em cidades mineradoras como Itabira é espreitar um exercício que chamo de...