sábado, janeiro 24

Curso: Receptivo Afroturismo Mineiro

"Ao participar do curso sob a perspectiva do Afroturismo em cidades mineradoras como Itabira é espreitar um exercício que chamo de “Um novo olhar sobre o mesmo lugar'.
É interessante notar que os alunos e alunas estarão diante de um desafio peculiar: observar sob que lente enxergam o próprio território. Colocar-se diante um espelho em que o que se vê é a projeção da cidade em que ele aprendeu a circular, apostando em paradigmas e crenças eurocêntricas de território.
Considero o curso um modernismo contemporâneo. Que questiona padrões e vai em busca de aspectos nunca antes refletidos.
Itabira, uma cidade cuja economia é profundamente ligada à mineração, pode parecer um lugar improvável para se falar em afroturismo. Afinal, a mineração é a principal fonte de renda e emprego para muitos moradores. Mas é justamente essa estranheza que nos convida a pensar fora da caixa.
O afroturismo não é apenas sobre promover a cultura negra, mas também sobre encontrar novas formas de valorizar a história e a identidade de uma cidade. Deixar de lado, por um momento, gostos impostos pela colonização européia sobre o que é bonito ou feio, digno de ser contemplado ou ignorado, o que é caro ou barato, o que tem Valor e o que não tem Valor…
É um convite a explorar as rias e veias da nossa cultura, muitas vezes esquecidas ou subestimadas. É um exercício de criatividade e inovação, que nos desafia a ver além da mineração e descobrir novas possibilidades.
Nesse sentido, o diagnóstico que fizemos com vocês é fundamental. Ele nos ajuda a entender como vocês percebem o afroturismo em Itabira e quais são as suas expectativas em relação ao curso. É um ponto de partida para nossa jornada juntos, um convite a explorar novas ideias e perspectivas
Venha descobrir o poder do Afroturismo Mineiro!
O Afroturismo é uma forma de turismo que valoriza a cultura e a história afro-brasileira, promovendo pertencimento, identidade e reparação histórica de territórios criativos.
Perído de inscrições: de 23/02 a 10/04/2026 Data e horário: 11/04/2026, das 8h às 18h
Local: Casa 3. R. Josefina Bragança, 91. Vila Piedade. Itabira, MG.
Investimento: R$ 150,00 (cento e cinquenta reais)
Aprenda: - A importância do rigor da pesquisa da história local - Como o Afroturismo pode ser uma ferramenta de transformação social e econômica para as comunidades periféricas - Mapeamento dos pontos turísticos da localidade como trabalho final para receber certificado! Vagas limitadas: 20

EPOCRIATIVA: Fomentando a Arte e a Cultura Afro-Brasileira em Itabira

A EPOCRIATIVA - Escritório de Projetos de Arte e Cultura Ltda é um espaço dedicado a promover e valorizar a arte e a cultura afro-brasileira em Itabira. Liderada por Lúcia Tânia Augusto que, em parceria com profissionais independentes e especializados em diversas áreas das artes e da cultura, atuam com o rigor nas pesquisas e com respeito ao artista conduzindo com profissionalismo projetos consistentes e criativos, alinhados com as agendas contemporâneas da arte.
Nossos Serviços
- Pesquisa Qualitativa e Histórica - Economia Criativa - Consultoria Criativa e Gestão de Projetos - Produção Cultural - Assessoria Contábil e Jurídica - Consultoria de Acessibilidade - Pedagogia - Cursos: - Produção Cultural - Analista Técnico e Parecerista Municipal de Projetos Culturais - Afroturismo Receptivo - Elaboração de Projetos Culturais
Nossa Missão
Fomentar o mercado da arte e da cultura afro-brasileira em Itabira, oferecendo suporte à cadeia de valores das artes e promovendo a inclusão e a acessibilidade.
Nossa equipe é composta por profissionais independentes e parceiros comerciais especializados em diversas áreas das artes e cultura. Estamos à disposição para fornecer profissionais da área e nossos artistas para atender suas necessidades.
Endereço: Rua Guarda Mor Custódio, 155 - Letra E Centro, Itabira, MG

domingo, janeiro 4

Nossos projetos: Território Aleijadinho

O projeto Território Aleijadinho integra o conjunto de ações da Epocriativa – Escritório de Projetos de Arte e Cultura voltadas à valorização da história da arte brasileira, do patrimônio cultural e das identidades territoriais de Minas Gerais.
Trata-se de um projeto de pesquisa que reunirá pesquisadores de Sabará, Ouro Preto e Belo Horizonte, promovendo um diálogo qualificado entre diferentes territórios, acervos, experiências acadêmicas e saberes locais.
Partimos da compreensão de que o folclore mineiro, em suas múltiplas linguagens artísticas, é profundamente influenciado pela arte barroca e pela cultura urbana, tendo em Ouro Preto, Sabará e Congonhas importantes epicentros irradiadores de práticas, símbolos e narrativas que moldam a mineiridade. Esses lugares concentram não apenas obras consagradas, mas modos de vida, festas, gestos, imaginários e memórias que seguem ativos no presente.
Esses territórios sustentam diálogos permanentes entre identidade e alteridade, entre discurso e prática, entre tradição e contemporaneidade. É nesse campo simbólico que reconhecemos a força da sustentabilidade cultural e dos diálogos intergeracionais, fundamentais para a preservação e reinvenção do folclore e para a compreensão daquilo que chamamos, com afeto e complexidade, de mineiridade.
O Território Aleijadinho propõe revisitar esse patrimônio a partir de uma perspectiva crítica e sensível, colocando em foco não apenas a genialidade de Antônio Francisco Lisboa, o Mestre Aleijadinho, mas também os silêncios históricos que atravessam sua trajetória. Entre eles, destaca-se a presença feminina — frequentemente invisibilizada — na construção simbólica, social e cultural do Barroco mineiro.
Que mulheres faziam parte do cotidiano de Aleijadinho? Como era o universo feminino palpável em sua vida? Quais referências, vínculos e experiências atravessaram sua formação? O que os acervos, documentos, tradições orais e práticas populares podem revelar para essa pesquisa?
Ao levantar essas questões, o projeto amplia o campo da história da arte ao integrar pesquisa, educação patrimonial e Artes Integradas como estratégia de ação. Atuamos diretamente em escolas de educação em tempo integral, garantindo aos jovens o Direito Cultural e o acesso a uma história da arte que é também brasileira, plural, feminina e territorializada.
O Território Aleijadinho não é apenas um projeto de investigação histórica, mas um processo formativo que conecta pesquisadores, educadores, estudantes e territórios, articulando passado e presente, patrimônio e educação, arte e cidadania.
É direito dos jovens conhecerem a própria história sem deturpações e, por meio do pensamento crítico, da curiosidade e do espírito de pesquisa, desenvolverem habilidades que os tornem cidadãos mais plenos, conscientes e comprometidos com seu papel no mundo.

Nossos Projetos: Projeto Cultural "Cantos para as mulheres do Congo" pelo Grupo Cantos de Congo

O Projeto Cultural “Cantos para as Mulheres do Congo”, realizado pelo Grupo Cantos de Congo, integra o conjunto de iniciativas da Epocriativa – Escritório de Projetos de Arte e Cultura comprometidas com a arte como instrumento de formação crítica, justiça social e fortalecimento dos direitos humanos. Trata-se de um projeto que articula cultura, educação e consciência global, conectando tradições afro-diaspóricas a debates urgentes do mundo contemporâneo.
Inspirado no princípio “pensar globalmente e agir localmente”, o projeto desenvolve ações pedagógicas voltadas para escolas de educação em tempo integral, dialogando especialmente com jovens e educadores.
Por meio da música, do canto, da oralidade e da memória ancestral, o projeto amplia o olhar dos participantes para realidades africanas contemporâneas, em especial a da República Democrática do Congo, estabelecendo pontes críticas com a realidade social brasileira.
O eixo central do projeto é o protagonismo das mulheres — mulheres africanas, mulheres negras, mulheres brasileiras — compreendidas como guardiãs de saberes, mas também como corpos historicamente atravessados por violências estruturais. Ao evocar os “cantos”, o projeto afirma a cultura como forma de denúncia, resistência e cuidado coletivo, fortalecendo processos de empatia, irmandade e mobilização social.
Esse debate se torna ainda mais urgente diante de dados alarmantes divulgados pelo Unicef. Apenas nos primeiros nove meses de 2025, mais de 35 mil casos de violência sexual contra crianças foram registrados na República Democrática do Congo, em um cenário descrito como endêmico, sistêmico e em ascensão.
Em 2024, quase 45 mil episódios foram reportados, representando cerca de 40% de todos os casos de violência sexual denunciados no país, um aumento significativo em relação a 2022. O Unicef alerta, ainda, que os números reais podem ser muito maiores, devido à subnotificação causada pelo medo, pela insegurança e pelo acesso limitado a serviços de proteção.
Ao trazer esses dados para o contexto educativo e cultural, o Cantos para as Mulheres do Congo não busca apenas informar, mas formar consciência crítica. O projeto provoca reflexões sobre como a violência de gênero e contra crianças não é um problema distante ou exclusivo de outros países, mas uma questão global que se manifesta também no Brasil, sobretudo entre mulheres e meninas negras, pobres e periféricas.
Nesse sentido, o projeto convida à irmandade entre mulheres, ao reconhecimento de lutas comuns e à construção de redes simbólicas e reais de enfrentamento à violência. A cultura, aqui, não é ornamento: é linguagem política, é pedagogia do sensível, é ferramenta de transformação social.
Para a Epocriativa, apoiar e difundir projetos como este reafirma nosso compromisso com uma cultura viva, crítica e territorializada, capaz de dialogar com o mundo sem perder suas raízes locais, e de formar sujeitos mais conscientes, solidários e engajados na defesa da dignidade humana.
Fonte: https://news.un.org/pt/story/2025/12/1851936
Por Lúcia Tânia Augusto

Nossos projetos: Projeto Musical "Choro Itabirano" com o Trio Doce de Côco

O Choro Itabirano é um projeto cultural executado pelo Trio Doce de Côco que reafirma o choro como linguagem viva, popular e profundamente brasileira, conectando tradição, território e memória musical.
Em sintonia com o reconhecimento do choro como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan, em fevereiro de 2024, o projeto assume como eixo central a valorização de um gênero historicamente marginalizado, mas fundamental para a formação da música popular brasileira.
Nascido no final do século XIX, no Rio de Janeiro, o choro consolidou-se a partir de formações instrumentais como violão, cavaquinho e flauta, combinando influências europeias com matrizes afro-brasileiras. Apesar de sua sofisticação musical, o gênero sofreu, ao longo de sua história, preconceitos de ordem colonialista e racista, sendo deslegitimado por elites que associavam valor artístico apenas à tradição erudita europeia (CLÍMACO, 2008).
O Choro Itabirano parte exatamente desse ponto crítico: reconhecer o choro não apenas como herança musical, mas como expressão de resistência cultural oriunda de práticas populares e periféricas.
Ao ser desenvolvido em Itabira, o projeto desloca o eixo tradicional Rio–São Paulo e evidencia a capilaridade do choro nos territórios do interior, afirmando que o patrimônio cultural brasileiro é plural, descentralizado e em permanente reinvenção. O Trio Doce de Côco, ao interpretar e difundir o repertório do choro, dialoga com a trajetória histórica dos “chorões” que, desde Chiquinha Gonzaga até os coletivos contemporâneos, sustentaram o gênero apesar da exclusão simbólica e institucional (MOURA, 2024).
O ponto mais importante que fundamenta o Choro Itabirano é a compreensão de que o reconhecimento institucional do choro não encerra sua luta histórica, mas amplia a responsabilidade de garantir sua vivência crítica, acessível e conectada às suas origens populares.
Tal perspectiva dialoga com estudos recentes que demonstram como gêneros musicais ligados à negritude e às periferias — como o choro no passado e o funk, o axé e o pagode no presente — continuam sendo atravessados por processos de desqualificação estética e apagamento epistemológico (SANTOS, 2006; ROSSE, 2025).
Assim, o projeto se posiciona não apenas como ação musical, mas como intervenção cultural e pedagógica, promovendo o choro como ferramenta de democratização do acesso à cultura, valorização da memória afro-brasileira e enfrentamento do racismo estrutural que ainda define quais expressões artísticas são legitimadas. O Choro Itabirano reafirma que patrimônio cultural não é peça de museu, mas prática viva, coletiva e situada — um direito cultural que se constrói no presente, com escuta, território e pertencimento.
Referências:
https://editora.uemg.br/quem-somos/blog/293-chorinho-patrimonio-cultural-imaterial-do-brasil-e-o-que-isso-nos-diz-sobre-generos-musicais-da-periferia
Por Lúcia Tânia Augusto

Nossos projetos: Curso Parecerista e Analista Técnico Municipal de Projetos Culturais

Cuidar da política cultural de um município também é cuidar da credibilidade da instituição pública e da confiança que a sociedade deposita nela. O gestor cultural municipal ocupa um papel central nesse processo, garantindo que a análise e a seleção de projetos culturais sejam conduzidas com transparência, rigor técnico e responsabilidade ética.
Na prática, quando proponentes e empreendedores culturais percebem falhas nos processos — como pareceres pouco fundamentados, avaliações inconsistentes ou falta de clareza nos critérios — a crítica não se dirige a uma pessoa específica. Ela recai sobre a instituição cultural como um todo e, de forma direta, sobre a gestão pública responsável.
Isso acontece porque o trabalho do parecerista é, por natureza, técnico e anônimo. Quem responde publicamente pelas decisões, pelos editais e pelos resultados é a gestão. Por esse motivo, investir na qualificação das equipes de análise vai muito além de uma exigência formal: trata-se de uma estratégia de fortalecimento institucional, de proteção da imagem pública e de construção de legitimidade.
O Curso de Analista Técnico e Parecerista Municipal de Projetos Culturais nasce com esse compromisso. Ele oferece formação técnica, ética e contextualizada para profissionais que atuam — ou desejam atuar — na avaliação de projetos culturais, contribuindo para processos mais seguros, criteriosos e alinhados às políticas públicas de cultura.
Ao qualificar quem analisa, o município fortalece quem decide. E, sobretudo, constrói uma relação mais justa, transparente e confiável com a comunidade cultural e com a sociedade.

Série histórica: Parceria com instituições acadêmicas

Por que a Série Histórica é Estratégica para Parcerias Acadêmicas em Cultura
Na sociologia da cultura, uma série histórica refere-se a um conjunto de dados ou registros culturais (como práticas, ideias, teorias, obras de arte, tendências de consumo, etc.) coletados e organizados sequencialmente ao longo do tempo.
O objetivo é utilizar essa sequência temporal para analisar a mudança e a continuidade dos fenômenos culturais dentro de um contexto social específico.
1. Compreensão Diacrônica da Cultura: A série histórica permite analisar a cultura ao longo do tempo, identificando como tradições, práticas e políticas culturais se formam, se transformam e se reorganizam, superando leituras pontuais ou isoladas.
2. Identificação de Tendências e Ciclos Culturais: A análise longitudinal possibilita mapear padrões, ciclos, surgimento e declínio de movimentos culturais, contribuindo para estudos sobre identidade, diversidade e dinâmicas simbólicas contemporâneas.
3. Contextualização Histórica e Institucional: Os dados históricos situam os fenômenos culturais em seus contextos políticos, econômicos e tecnológicos, fortalecendo pesquisas interdisciplinares e análises críticas das políticas culturais.
4. Relação entre Cultura e Sociedade: A série histórica evidencia como valores, crenças e práticas culturais moldam comportamentos sociais e, simultaneamente, são transformados pelas estruturas sociais ao longo do tempo.
5. Base Metodológica para Pesquisa Aplicada: Ao integrar a dimensão temporal à análise sociológica, a série histórica se consolida como ferramenta metodológica fundamental para pesquisas acadêmicas, projetos de extensão e produção de conhecimento aplicado em cultura.

Aspectos Qualitativos (análise de mudança institucional)

1-Transformação do habitus institucional
-Grau de padronização e coerência dos pareceres (análise documental). -Evolução da autonomia técnica e segurança decisória dos gestores.
-Incorporação de linguagem mais clara, pedagógica e fundamentada.
2-Credibilidade e confiança social
-Índice de satisfação dos proponentes culturais (pesquisas anuais).
-Percepção de justiça, previsibilidade e transparência nos processos.
-Qualidade do diálogo institucional entre Estado e agentes culturais.
3-Maturidade do campo da gestão cultural
-Redução de conflitos simbólicos entre técnicos, jurídicos e proponentes.
-Maior alinhamento entre política cultural, norma jurídica e prática administrativa.
-Fortalecimento da legitimidade simbólica da instituição cultural.

Aspectos Quantitativos (mensuráveis ao longo do tempo)

1-Eficiência administrativa:
-Número anual de recursos administrativos e impugnações jurídicas.
-Percentual de pareceres devolvidos ou retificados.
-Tempo médio de análise dos projetos (dias).
-Quantidade de projetos analisados por servidor/ano.
-Taxa de decisões mantidas após recurso.
2-Qualidade técnico-jurídica:
-Percentual de pareceres com fundamentação jurídica considerada adequada (checklist normativo).
-Número de decisões anuladas ou reformadas por instâncias superiores.
-Incidência de erros formais ou legais por ciclo de avaliação.
3-Uso racional dos recursos públicos
-Redução de custos operacionais indiretos (horas de trabalho, retrabalho, consultorias jurídicas).
-Economia estimada com diminuição de processos administrativos e judiciais.
-Relação custo por projeto analisado ao longo dos anos.
-Investimento em capacitação versus economia gerada (ROI institucional).

A Epocriativa chegou a Itabira

A Epocriativa – Escritório de Projetos de Arte e Cultura Ltda passa a atuar oficialmente no município de Itabira (MG), fortalecendo o ecossistema cultural local por meio de pesquisa, desenvolvimento de projetos, formação profissional e ações integradas em arte, cultura, patrimônio e ciências sociais.
Com CNPJ nº 30.687.599/0001-44, a Epocriativa possui situação cadastral ativa desde 13 de junho de 2018, constituída como Sociedade Empresária Limitada (ME), com atuação reconhecida nas áreas de pesquisa aplicada, produção cultural, educação, gestão e desenvolvimento territorial.
🧭 Atividade Econômica Principal
*Pesquisa e desenvolvimento experimental em ciências sociais e humanas
🔧 Atividades Secundárias
-Intermediação e agenciamento de serviços e negócios (exceto imobiliários)
-Atividades profissionais, científicas e técnicas diversas
-Organização de feiras, congressos, exposições e eventos culturais
-Captação de recursos sob contrato
-Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial
-Artes cênicas, espetáculos e atividades culturais complementares
📞 Contato 📧 epocriativaescritoriodeprojeto@gmail.com 📱 (31) 99697-7843

Compromisso com Itabira

A chegada da Epocriativa a Itabira reafirma seu compromisso com o desenvolvimento cultural sustentável, a valorização dos territórios, a produção de conhecimento, a formação de agentes culturais e a estruturação de projetos estratégicos em diálogo com o poder público, a iniciativa privada, instituições de ensino e comunidades locais.
A Epocriativa se coloca à disposição para parcerias institucionais, projetos de pesquisa, ações formativas, consultorias culturais e programas integrados de arte, cultura e patrimônio, contribuindo para o fortalecimento da identidade cultural itabirana e regional.

Lúcia Tânia Augusto

A Epocriativa é administrada por Lúcia Tânia Augusto, especialista em Gestão de Pessoas com foco em pesquisa sociocultural, escritora e analista de políticas públicas de cultura, responsável pela coordenação geral, direção conceitual e articulação institucional.
A partir dessa composição, a Epocriativa visa contribuir para a valorização do Patrimônio Cultural de Itabira, com especial atenção aos processos de memória, identidade e ancestralidade africana, promovendo ações de pesquisa, formação, produção cultural e políticas públicas comprometidas com a diversidade, a justiça histórica e o desenvolvimento cultural do território.

Quem somos?

Epocriativa – Escritório de Projetos de Arte e Cultura
-O que fazemos: Pesquisa aplicada, capacitação técnica e qualificação do fomento cultural.
-Para quem: Gestores, técnicos, pareceristas, artistas, coletivos, ONGs e Pontos de Cultura.
-Como atuamos: Formação, consultoria, análise de projetos e fortalecimento de redes.
-Diferencial: Abordagem crítica da cadeia de valor da arte + justiça territorial + rigor técnico.
-Impacto: Projetos mais sustentáveis, redes fortalecidas e melhor uso do recurso público.

Estrutura de Custos

-Custos operacionais e administrativos
-Investimento em pesquisa e desenvolvimento metodológico
-Custos de formação e capacitação
-Comunicação institucional
-Logística de ações territoriais

Parcerias-Chave

==>Otimize – Ações Contábeis
==>CPA Propaganda
==>Comissão Mineira de Folclore
==>Clube de Mães Santa Ruth
==>Coletivo "Griots Urbanos"

Atividades-Chave

-Pesquisa aplicada em cultura e ciências sociais
-Capacitação e treinamento de técnicos e pareceristas
-Elaboração, análise e acompanhamento de projetos culturais
-Articulação de redes culturais
-Produção de relatórios, diagnósticos e pareceres técnicos

Recursos-Chave

-Capital intelectual e experiência técnica da equipe
-Metodologias próprias de análise de riscos e fomento cultural
-Redes institucionais e territoriais
-Infraestrutura administrativa e contábil
-Base de conhecimento em políticas públicas de cultura

Fontes de Receita

-Contratos de consultoria cultural
-Prestação de serviços de elaboração e análise de projetos
-Cursos, oficinas e programas de formação
-Convênios e termos de colaboração com o poder público
-Parcerias com instituições e empresas

Relacionamento com Clientes

-Acompanhamento técnico continuado
-Formação de comunidades de prática
-Atendimento personalizado para projetos estratégicos
-Ações formativas coletivas e em rede
-Prestação de serviços voluntários estruturantes para a base cultural

Canais-Epocriativa

-Editais públicos e chamamentos institucionais
-Parcerias com prefeituras, fundações e universidades
-Redes culturais locais e territoriais
-Oficinas, cursos, seminários e formações presenciais e online
-Comunicação institucional e redes digitais

Segmentos de Clientes - Epocriativa

-Gestores públicos de cultura (municipais e estaduais)
-Técnicos e servidores da área cultural
-Conselheiros de cultura
-Artistas, produtores e agentes culturais
-ONGs, coletivos culturais e Pontos de Cultura
-Instituições de ensino, fundações e empresas patrocinadoras

Epocriativa: Proposta de Valor

-Capacitação técnica de gestores, técnicos, analistas e pareceristas de cultura
-Elaboração, estruturação e análise crítica de projetos culturais
-Consultoria em políticas públicas de cultura e fomento
-Fortalecimento de redes culturais locais
-Apoio voluntário ao cadastro e estruturação de ONGs e coletivos (CPF) no Programa Cultura Viva – Pontos de Cultura

Modelo de Negócios – Epocriativa

Missão
Fortalecer o setor cultural com pesquisa aplicada, capacitação técnica e gestão qualificada de projetos de fomento. Apoiar instituições, artistas e territórios na criação, análise e acompanhamento de projetos sustentáveis e transparentes. Contribuir para processos justos, profissionais e comprometidos com impacto social real.
Visão
Ser referência regional e nacional na formação de profissionais da cultura, na qualificação dos processos de fomento cultural e na criação de ecossistemas sustentáveis de projetos, consolidando um círculo virtuoso de elaboração, análise, execução e avaliação de projetos culturais, com impacto positivo nos territórios, especialmente periferias urbanas e zonas rurais.
Valores
-Qualificação técnica e rigor público
-Sustentabilidade da cadeia de valor da arte
-Justiça territorial e redistribuição de oportunidades
-Formação de redes e cooperação cultural
-Profissionalização do setor cultural
-Inclusão, diversidade e direito à cultura
-Responsabilidade social e ação voluntária estruturante

O que temos para 🏫 Para escolas e educadores de Educação em tempo integral?

aulas de arte e história afroitabirana
projetos pedagógicos interdisciplinares
Palestras para escolas
Consultoria Pedagógica
ações culturais comunitárias
Shows Didáticos com artistas de Itabira
A cultura é um direito de todos. Quando cuidamos da cultura, cuidamos das pessoas, da memória e do futuro.

👫 Personagens da Cultura Epocriativa- Venha fazer parte dessa turma!

🎨Ana Ideia
Tem muitas ideias criativas e quer transformá-las em projetos.
🛠️ João Projeto
Ajuda a organizar ideias, prazos e tarefas.
🧠 Dona Parecer
Lê os projetos com atenção e ajuda a escolher os melhores.
🌍 Dona Comunidade
Representa as pessoas, a história e o território. Todos trabalham juntos para a cultura acontecer!

Cartilha Educativa – Epocriativa e Cultura em Rede (PDF)

O que é a Epocriativa?
A Epocriativa é um lugar onde ideias viram projetos culturais. Ela ajuda pessoas, grupos e comunidades a cuidarem da cultura, da memória e das histórias da cidade.
Para que serve a cultura?
A cultura serve para: contar histórias 📖 lembrar quem veio antes de nós 🧓🏾👵🏽 expressar sentimentos com arte 🎨🎶 unir pessoas e comunidades 🤝
O que a Epocriativa faz?
Ensina como criar projetos culturais Ajuda a cuidar bem dos recursos públicos Forma pessoas para analisar projetos de cultura Fortalece grupos culturais da periferia e da zona rural
Cultura Viva e Pontos de Cultura
O Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura apoia grupos que já fazem cultura no dia a dia. Atuamos de forma voluntária para grupos e coletivos que desejem se certificar como ✨ Ponto de Cultura é um grupo, coletivo ou associação que: faz arte na comunidade valoriza a cultura local compartilha saberes A Epocriativa ajuda esses grupos a se organizarem e participarem dos programas de cultura.

CONTATO

Epocriativa – Escritório de Projetos de Arte e Cultura Itabira – MG
📍 Rua Guarda-Mor Custódio, 155, Sala E – Centro – CEP 35.900-003
📞 (31) 9697-7843
✉️ epocriativaescritoriodeprojeto@gmail.com
Cultura que nasce do território, educa pessoas e constrói futuro.

CASES DE IMPACTO COMUNITÁRIO

AMORITA & Quintal do Ouro (Zona Rural) Cultura alimentar, economia solidária e memória como patrimônio vivo.
Clube de Mães Santa Ruth (Periferia Urbana) Protagonismo feminino, redes de cuidado e memória social.
Escola Municipal Edith de Assis Costa Educação patrimonial aplicada ao Ensino Fundamental II.
Sabará – Casa Aleijadinho, com o curso de Turismo Receptivo em parceria com Secretaria de Cultura e Turismo.Mediação cultural, turismo educativo e democratização do patrimônio.
Vocação central: impacto real em comunidades, com trocas intergeracionais e valorização da ancestralidade africana.

Por que a Epocriativa existe

A Epocriativa nasce dessa vivência crítica no campo da cultura: da percepção do rompimento da cadeia de valor da arte, da desigualdade no acesso aos mecanismos de fomento, da fragilidade na formação de técnicos e pareceristas e da urgência por processos mais humanos, transparentes e qualificados.
Nossa atuação articula formação técnica, mediação cultural e projetos comunitários, criando um círculo virtuoso entre ideias, pessoas, políticas públicas e territórios.
Foco estratégico
1-Educação Patrimonial: Acreditamos na integração da história local ao ensino formal, na valorização da memória oral e das narrativas comunitárias e no patrimônio como ferramenta de cidadania.
2-Territórios Criativos: Entendemos a cultura como prática cotidiana, reconhecendo saberes e fazeres locais e fortalecendo redes comunitárias como base do desenvolvimento cultural.
Público prioritário: Nosso foco está no Ensino Fundamental II das escolas públicas, nas comunidades periféricas e rurais, e na formação de agentes culturais, educadores e lideranças comunitárias.
A Epocriativa é, antes de tudo, um gesto de retorno consciente: à cidade, às pessoas e às histórias que insistem em permanecer vivas quando encontram cuidado, escuta e compromisso.

Entre Belo Horizonte, Itabira e o Rio: arte, memória e o destino de voltar

Entre Belo Horizonte, Itabira e o Rio de Janeiro, percorri caminhos abertos pela arte e pela pesquisa — e, diferente de Drummond, meu destino foi retornar com a minha empresa para Itabira. Esse retorno não foi imediato nem simples: foi tecido ao longo de anos de vivências, encontros e deslocamentos que moldaram minha escuta, meu olhar crítico e meu compromisso ético com a cultura.
Como artista e pesquisadora independente, participei de projetos culturais que marcaram profundamente minha formação estética e política. Atuei como atriz no filme Vinho de Rosas (2005), dirigido por Elza Cataldo, onde conheci Maurício Tizumba. Anos depois, o reencontro no Rio de Janeiro — agora como um dos protagonistas do espetáculo Grande Otelo – Eta Moleque Bamba! — revelou como a cultura cria círculos invisíveis de continuidade e pertencimento.
Fui convidada pelo diretor teatral André Paes Leme para integrar o projeto Grande Othelo – 90 anos, realizando a organização do acervo do artista e a pesquisa para o espetáculo, no qual também atuei como assistente de direção. Em paralelo, dei suporte de pesquisa a Sérgio Cabral para o livro Grande Otelo: uma biografia. Essa experiência foi decisiva para aprofundar minha consciência sobre a preservação da memória negra no Brasil e sobre os desafios enfrentados pelas famílias na gestão do patrimônio cultural deixado por artistas negros — uma reflexão que carrego até hoje.
Atuei ainda como pesquisadora pelo CRAP – Centro de Referência das Artes Plásticas de Minas Gerais e como assistente de pesquisa na exposição Declaração de Bens, de Márcio Sampaio, na Grande Galeria do Palácio das Artes, em 2005. Esses trabalhos consolidaram minha vocação para o cuidado da memória, da arte e das histórias que estruturam nossa identidade cultural.
Em todo esse percurso, a presença amiga de Sebastião Andrade foi fundamental — no acolhimento no Rio de Janeiro e nas trocas constantes em torno da Amorita, em Itabira. Ele sempre me dizia, com a serenidade de quem entende o tempo: “Um dia, vamos rir de tudo isso.” Essa frase ficou como lembrança e como horizonte.

Curso: Receptivo Afroturismo Mineiro

"Ao participar do curso sob a perspectiva do Afroturismo em cidades mineradoras como Itabira é espreitar um exercício que chamo de...